MST e Juventude Sem Terra intensificam luta pela reforma agrária em 2026; o que vem por aí?

MST e Juventude Sem Terra Intensificam Luta pela Reforma Agrária em 2026
A Juventude Sem Terra está promovendo seu 20º Acampamento Pedagógico, um evento crucial para renovar o foco na luta pela terra e pela vida. Paralelamente, o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) está realizando mobilizações em diversas regiões do país.
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O objetivo central é pressionar o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) por avanços concretos na reforma agrária.
Memória e Resistência: A Persistência da Luta no Campo
Em entrevista concedida ao programa É de Manhã, da Rádio Brasil de Fato, Wellington Saraiva, da direção do MST, enfatizou a importância de manter viva a memória dos eventos passados. Ele alertou sobre a contínua violência que atinge os trabalhadores rurais.
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A Luta pela Memória dos Vítimas
Saraiva ressaltou que o movimento carrega a responsabilidade histórica de homenagear os companheiros e companheiras que perderam a vida durante o processo. Para a organização, celebrar essa memória é, em si, um poderoso instrumento de luta contra o latifúndio.
Ele criticou o esquecimento de atrocidades passadas, citando o Massacre dos Carajás, onde quase 300 pessoas foram assassinadas no Pará. Segundo ele, o número total de vítimas no Brasil atinge cerca de 2 mil, um fato que, segundo ele, foi apagado da memória coletiva.
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Trajetória das Mobilizações do MST
O primeiro acampamento pedagógico ocorreu em 2006, marcando o décimo aniversário do massacre. Naquela época, o movimento sentiu a urgência de se unir em protesto contra a impunidade, buscando pressionar o Estado para evitar a repetição de tais crimes.
Expansão Territorial e Formação Política
Inicialmente focado no Pará, a mobilização ganhou um caráter regional, espalhando-se por estados como Tocantins, Maranhão e Roraima. Este espaço é fundamental para a juventude, servindo para a formação política e para compreender o papel dos jovens na defesa da terra no país e no próprio movimento.
Cobrança de Direitos e Reforma Agrária
Saraiva também fez referência à Marcha Interrompida, ocorrida em 17 de abril de 1996, evento que resultou no massacre de Eldorado dos Carajás, deixando 21 trabalhadores mortos. Ele destacou que as marchas são parte intrínseca do processo do movimento.
As ocupações nas sedes do Incra, que ocorrem neste mês de abril, seguem essa mesma linha de mobilização. O objetivo não é apenas denunciar a impunidade, mas também cobrar do Estado a reforma agrária, que, segundo o MST, encontra-se atrasada no Brasil.
A Pauta Central: Dever do Estado
Mais de 13 estados estão mobilizados, unindo esforços em torno de uma pauta que, segundo o MST, está represada junto ao governo federal. O mês de abril é um marco nesse processo de luta.
O movimento se organizou em todos os estados para exigir que o Estado brasileiro cumpra seu dever constitucional: a apropriação de terras e a garantia da educação no campo. Estes são deveres inadiáveis do Estado.
Autor(a):
Marcos Oliveira
Marcos Oliveira é um veterano na cobertura política, com mais de 15 anos de atuação em veículos renomados. Formado pela Universidade de Brasília, ele se especializou em análise política e jornalismo investigativo. Marcos é reconhecido por suas reportagens incisivas e comprometidas com a verdade.



