MST e aliados chocam Alba em homenagem aos vítimas do massacre do Pará

Manifestação chocante na Bahia relembra massacre de 1996! 21 vidas ceifadas no Pará inspiram luta por reforma agrária. #MST #JustiçaSocial

06/05/2026 11:58

2 min

MST e aliados chocam Alba em homenagem aos vítimas do massacre do Pará
(Imagem de reprodução da internet).

Na Assembleia Legislativa da Bahia (Alba), em Salvador, ocorreu uma manifestação significativa na manhã desta sexta-feira (17). O evento marcou uma sessão especial em homenagem aos 30 anos do massacre que ceifou a vida de 21 trabalhadores rurais no Pará, em 17 de abril de 1996.

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A tragédia, que resultou na criação da Lei de Conflito Agrário (LCA), foi lembrada por meio de uma intervenção simbólica.

Intervenção Simbólica e Mística do MST

Cerca de dois mil trabalhadores sem terra, acompanhados por cantos, rituais e cartazes que representam a tradição do movimento, posicionaram caixões ao longo dos corredores da Alba, em referência aos trabalhadores rurais assassinados. A manifestação resgatou a marcha que partiu de Feira de Santana, no dia 8 de abril, e chegou a Salvador na quarta-feira (15), após percorrer mais de 120 quilômetros.

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Participações e Discursos

O ato contou com a presença de diversos políticos e representantes do MST. Deputados federais como Valmir Assunção e Fátima Nunes (ambos do PT), juntamente com o secretário de Justiça e Direitos Humanos, Felipe Freitas, e a secretária de Assistência e Desenvolvimento Social, Fabya Reis, participaram da manifestação.

Também estiveram presentes representantes do Incra, da Uneb e do Partido dos Trabalhadores.

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Tássio Brito, presidente do PT na Bahia, destacou a importância da manifestação como parte de uma longa trajetória de luta do MST por justiça social e igualdade. Ele enfatizou que a ação visa combater a tentativa de manter o povo em uma posição de subordinação, defendendo o direito à terra e à produção. “Eles querem sempre ver o povo subordinado.

Eles enfrentam a gente porque querem voltar a um passado onde nos escravizaram e todas as riquezas do Brasil pertenciam a eles, das terras aos funerais. O MST nasce pra dizer que a terra e as riquezas do nosso país são para o povo”, declarou Brito.

O MST, que abriga mais de 400 mil famílias assentadas no Brasil, incluindo 150 assentamentos na Bahia com mais de 18 mil famílias, continua sua luta pela reforma agrária e pela produção de alimentos orgânicos. A organização busca garantir o acesso à terra e à produção para as comunidades rurais, reafirmando seu papel na construção de um país mais justo e igualitário.

Marcos Oliveira é um veterano na cobertura política, com mais de 15 anos de atuação em veículos renomados. Formado pela Universidade de Brasília, ele se especializou em análise política e jornalismo investigativo. Marcos é reconhecido por suas reportagens incisivas e comprometidas com a verdade.

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