MST do Paraná semeia esperança com juçara e combate a crise ambiental
MST do Paraná semeia esperança com palmeira juçara! 🌳 A 4ª Jornada da Natureza promove reflorestamento em áreas estratégicas, incluindo terras indígenas e
Jornada da Natureza do MST do Paraná Promove Reflorestamento com Palmeira Juçara
O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) do Paraná está organizando a 4ª Jornada da Natureza, um evento que se estenderá de 1º a 6 de junho de 2026. A iniciativa centraliza a semeadura aérea de palmeiras juçara e a distribuição de 30 toneladas de sementes, com o objetivo de promover o reflorestamento da Mata Atlântica em áreas estratégicas, incluindo terras indígenas, quilombolas e assentamentos da reforma agrária.
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A ação também visa recuperar áreas afetadas por eventos climáticos, como o tornado que atingiu Rio Bonito do Iguaçu (PR).
Semeando Vida para Enfrentar a Crise Ambiental
O lema da Jornada, “Semeando vida para enfrentar a crise ambiental”, reflete o compromisso do MST com a conservação da natureza e a promoção de práticas sustentáveis. A programação inclui oficinas, plantio de mudas, recuperação de áreas degradadas e a implantação de Sistemas Agroflorestais (SAFs) em diversas comunidades paranaenses.
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A cada ano, a Jornada cresce, impulsionada pela organização popular e pelo desejo de proteger o meio ambiente.
Monitoramento e Resultados Promissores
Nos primeiros três anos da Jornada, foram lançadas 25 toneladas de sementes por meio de semeadura aérea e outras 10 toneladas foram entregues às comunidades. Pesquisadores da Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS), Pontifícia Universidade Católica (PUC-PR), Ibama e Itaipu Binacional acompanharam o crescimento da palmeira juçara, registrando entre 10 e 11 mil mudas por hectare a partir da primeira semeadura realizada em julho de 2023.
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Esses resultados foram apresentados na terceira edição da Jornada, demonstrando a efetividade da técnica de semeadura aérea.
Participação de Povos Indígenas e Quilombolas
Além do MST, a Jornada da Natureza envolve comunidades indígenas e quilombolas do estado. Este ano, as comunidades quilombolas do Vale do Ribeira se juntam aos territórios que recebem a semeadura da palmeira juçara. Ao todo, 12 comunidades – nos municípios de Quedas do Iguaçu, Rio Bonito do Iguaçu, Espigão Alto do Iguaçu e Nova Laranjeiras e Adrianópolis – receberão as sementes, além de diversas comunidades de reforma agrária que realizarão atividades em seus territórios.
O trabalho de reflorestamento das áreas de Rio Bonito do Iguaçu, afetadas pelo tornado de 2025, também é uma prioridade.
Compromisso com a Sustentabilidade e a Organização Popular
Tarcísio Leopoldo, da direção estadual do MST-PR, destaca a importância da Jornada como uma continuação de um trabalho de solidariedade e a compreensão de que o cuidado da natureza só é possível com a participação e organização popular. A semeadura da palmeira juçara, junto com as comunidades, é vista como um caminho para garantir a conservação do habitat e a viabilização de atividades econômicas sustentáveis.
Camila Modena, do setor de produção, cooperação e meio ambiente do MST do PR, reforça que o programa da Reforma Agrária Popular, aliado à Jornada, é fundamental para o sucesso desse empreendimento.