MSD e Moderna apresentam resultados promissores de terapia personalizada de mRNA contra melanoma

A terapia personalizada de mRNA, desenvolvida pela MSD e Moderna, pode revolucionar o tratamento do melanoma.

Pessoas posam com uma seringa com agulha em frente ao logotipo da Moderna exibido nesta ilustração tirada em 11 de dezembro de 2021. REUTERS/Dado Ruvic/Ilustração/Foto de arquivo

A MSD e a Moderna divulgaram nesta quarta – feira (19) resultados animadores de um estudo de fase 3 que testou uma terapia personalizada de mRNA contra o melanoma, um tipo agressivo de câncer de pele. Essa nova abordagem foi avaliada em combinação com a imunoterapia Keytruda (pembrolizumabe.

As empresas afirmaram que o tratamento demonstrou eficácia ao reduzir o risco de retorno da doença e a disseminação do câncer para outras partes do corpo, quando comparado ao uso isolado do Keytruda.

Esse avanço é considerado um marco, pois representa o primeiro ensaio clínico de fase 3 com resultados positivos para uma terapia baseada em mRNA.

Detalhes sobre o tratamento experimental

O tratamento em questão, chamado intismeran, é desenvolvido individualmente com base nas características específicas do tumor de cada paciente. A tecnologia utilizada analisa as mutações presentes no tumor e emprega mRNA para treinar o sistema imunológico a reconhecer e eliminar as células cancerígenas.

No estudo, foram incluídos 1.137 pacientes classificados como de alto risco, todos com melanoma nos estágios IIB a IV e que já haviam realizado cirurgia para remoção completa do tumor. Os participantes foram aleatoriamente divididos entre aqueles que receberam Keytruda associado à terapia personalizada e os que receberam apenas o imunoterápico.

O tratamento teve duração aproximada de um ano e consistiu em até nove doses do intismeran. A análise preliminar revelou que a combinação atingiu seu objetivo principal, relacionado à sobrevida livre de recorrência — ou seja, o período durante o qual os pacientes permanecem sem o retorno da doença.

Caminho para novas descobertas

Ainda não foram divulgados números detalhados sobre a redução do risco observada nesta fase 3, mas as empresas continuarão acompanhando os pacientes para avaliar outros indicadores, incluindo a sobrevida global.

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Os novos dados seguem os resultados positivos obtidos em etapas anteriores da pesquisa. Em janeiro deste ano, MSD e Moderna informaram que, após cinco anos de acompanhamento, a combinação havia conseguido reduzir em 49% o risco de recorrência ou morte se comparado ao uso isolado do Keytruda.

No que diz respeito à segurança do tratamento, as empresas afirmaram não ter identificado novos sinais de alerta durante esta fase 3. O perfil observado foi compatível com os resultados das pesquisas anteriores envolvendo essa combinação terapêutica.