Moscou Intensifica Ataques Estratégicos na Ucrânia

Moscou intensifica ataques estratégicos na Ucrânia, buscando alvos cruciais e complexo militar-industrial ucraniano em resposta a ofensivas

22/06/2026 20:23

3 min

Pedestre observa nuvem de fumaça após ataque de drones da Ucrânia em Moscou, em 18 de junho de 2026
Pedestre observa nuvem de fumaça após ataque de drones da Ucrâni...

O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Serguei Lavrov, anunciou que Moscou alterará sua estratégia militar no conflito na Ucrânia, prometendo lançar ataques regulares e sistemáticos contra alvos considerados cruciais no território ucraniano.

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A declaração veio após um intenso ataque ucraniano contra a capital russa, Moscou, ocorrido nesta quinta-feira, 18 de 2026. Lavrov afirmou que a escalada de ataques é uma resposta direta às ações de Kiev, sinalizando uma intensificação da retaliação russa contra infraestruturas e centros de comando ucranianos.

Intensificação da Retaliação Russa e Alvos Estratégicos

Lavrov comunicou a mudança de tática, declarando que o uso de palavras e negociações se tornaram insuficientes para resolver a crise. Segundo o ministro, a Rússia passará a realizar ataques massivos e coordenados em pontos vitais para a capacidade de combate das forças armadas ucranianas.

A diplomacia russa detalhou que os alvos não se restringirão apenas a bases militares. Eles incluirão, também, empresas que fazem parte do complexo militar-industrial ucraniano. Além disso, serão visados especialistas e componentes que, segundo a chancelaria russa, são fornecidos em conjunto com a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) e que são essenciais para o fornecimento de informações estratégicas e a definição de alvos.

O assessor presidencial russo, Yuri Ushakov, reforçou o tom de desaprovação sobre a escalada de hostilidades. Ele ressaltou que os ataques ucranianos contra Moscou não contribuem para o restabelecimento de contatos diretos e pessoais entre os líderes Vladimir Putin e Volodymyr Zelensky.

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Contexto dos Ataques Recíprocos entre Moscou e Kiev

A escalada de tensões foi marcada por ataques significativos em ambas as capitais. Na quinta-feira, 18, a Ucrânia lançou uma ofensiva aérea de grande porte contra a Rússia. Os drones ucranianos atingiram a Refinaria de Petróleo de Moscou, marcando a segunda ocorrência em menos de uma semana, além de atingirem diversas instalações de infraestrutura civil, incluindo prédios residenciais, estabelecimentos comerciais e veículos.

Em decorrência do ataque, 17 pessoas ficaram feridas, entre elas três crianças. O Ministério da Defesa russo informou que os sistemas de defesa aérea conseguiram interceptar e destruir um total de 555 drones, dos quais 190 estavam em trajetória de aproximação da capital russa.

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Por sua vez, o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, justificou o ataque massivo em Moscou como uma resposta direta à ação russa ocorrida na semana anterior. Ele mencionou especificamente o ataque ao histórico Mosteiro de Kiev-Petchersk, que foi atingido na segunda-feira, 15, resultando na morte de cinco pessoas.

Anteriormente, o presidente da Duma Estatal, Vyacheslav Volodin, já havia emitido um alerta, admoestando que qualquer ação agressiva por parte da Ucrânia poderia levar a Moscou a empregar ataques de retaliação de natureza ainda mais contundente.

A crescente troca de ataques e declarações de retaliação indica um aumento substancial na intensidade do conflito, com ambas as partes elevando o nível de ameaça militar e estratégica.

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Com formação em Jornalismo e especialização em Saúde Pública, Lara Campos é a voz por trás de matérias que descomplicam temas médicos e promovem o bem-estar. Ela colabora com especialistas para garantir informações confiáveis e práticas para os leitores.

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