Moscou Ignora Protestos e Mantém Forças no Mali em Meio à Crise

Moscou Mantém Presença no Mali Apesar de Ataques e Protestos
Em uma declaração feita nesta quinta-feira (30), o governo russo afirmou que suas forças permanecerão no Mali, rejeitando um pedido de separatistas para sua retirada do país africano. A situação se agrava com a continuação de ofensivas violentas por parte de insurgentes e jihadistas contra a junta militar que governa o Mali, intensificando a crise no país.
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Reações e Apoio da Rússia
A resposta veio do porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, que reafirmou o apoio contínuo das autoridades russas à junta militar. “A Rússia continuará, inclusive no Mali, o terrorismo e outras manifestações negativas. E continuará fornecendo seu apoio às autoridades no poder”, declarou Peskov durante a coletiva de imprensa diária.
A presença paramilitar russa é vista como crucial para a junta que assumiu o poder em 2020.
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Protestos e Tragédia em Bamako
Em meio à escalada da violência, milhares de pessoas se reuniram em Bamako, a capital maliana, para prestar homenagem a um dos militares mortos na ofensiva rebelde de sábado. O general Sadio Camara, ministro da Defesa, foi vítima de um atentado a bomba em Kati, no sábado, que também ceifou a vida de sua esposa e duas netas.
Este evento marcou dois dias de ataques coordenados por grupos jihadistas e separatistas tuaregues.
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Reforço da Segurança em Burkina Faso
As ações violentas no Mali levaram a vizinha Burkina Faso a reforçar a segurança em seu território. Em Ouagadougou, a capital de Burkina Faso, foram implementadas medidas de segurança adicionais. O Ministério da Segurança de Burkina Faso também lançou uma operação para fortalecer a segurança em todo o país, solicitando que a população denuncie qualquer atividade suspeita.
Homenagens e Reafirmação de Laços
A cerimônia de homenagem ao general Camara, realizada em Bamako, contou com a presença do presidente do Mali, Assimi Goita, que curvou-se diante do caixão em sinal de respeito. Autoridades de países vizinhos, como Níger e Burkina Faso, também participaram do funeral, demonstrando solidariedade e reafirmando a importância da cooperação para combater a ameaça dos grupos jihadistas.
Autor(a):
Júlia Mendes
Apaixonada por cinema, música e literatura, Júlia Mendes é formada em Jornalismo pela Universidade Federal de São Paulo. Com uma década de experiência, ela já entrevistou artistas de renome e cobriu grandes festivais internacionais. Quando não está escrevendo, Júlia é vista em mostras de cinema ou explorando novas bandas independentes.



