Morte de Ali Khamenei e Futuro do Irã
A morte do líder supremo do Irã, Ali Khamenei, em decorrência de ataques realizados pelos Estados Unidos e Israel, suscitou intensos debates sobre o futuro do regime iraniano. O especialista em direito internacional, Daniel Toledo, professor honorário da Universidade de Oxford, afirma que apenas uma incursão militar no território iraniano poderia derrubar a atual teocracia.
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Toledo destaca que a estrutura política do Irã é bastante distinta em relação a outros países. Segundo o artigo 111 da Constituição iraniana, na ausência do líder supremo, o poder é assumido por um conselho composto pelo atual presidente, Masoud Pezeshkian, pelo chefe do judiciário, Gholamhossein Mohseni Ejei, e por uma terceira pessoa indicada pelo Conselho Guardião.
Esse grupo teria a responsabilidade de manter o regime teocrático.
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Desafios de uma Intervenção Militar
O especialista ressalta que, para que ocorra uma mudança de regime, como desejam Donald Trump e Israel, seria necessária uma incursão militar no país. “Historicamente, não há registro de mudança de regime sem uma intervenção de infantaria”, afirmou Toledo.
Ele também mencionou os desafios geográficos que dificultariam uma eventual intervenção militar no Irã.
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“Invadir o Irã é como escalar um muro sob fogo. O país possui colinas e montanhas ao norte e oeste, um grande deserto no centro e extensas áreas de defesa”, explicou. Além disso, Toledo alertou sobre as crescentes preocupações nos Estados Unidos em relação a possíveis retaliações iranianas, incluindo ataques terroristas.
Retaliações e Tensão Regional
De acordo com Toledo, grupos financiados pelo Irã, como o Hezbollah, recebem cerca de US$ 6 bilhões anuais em armamentos, representando uma ameaça significativa para países vizinhos e até mesmo para os Estados Unidos. Em Houston, Texas, onde o especialista se encontrava, já havia orientações para evitar grandes aglomerações, como o tradicional rodeio da cidade, devido ao risco de ataques.
Recentemente, Trump prometeu aniquilar as forças armadas do Irã e destruir seu programa nuclear. Em um vídeo publicado na rede Truth Social, ele acusou o Irã de rejeitar oportunidades de renunciar às suas ambições nucleares, afirmando que os EUA “não aguentam mais”.
Israel também anunciou ataques contra o Irã.
Diferentemente da última vez em que os EUA e Israel atacaram o Irã, em junho de 2025, os novos ataques começaram durante o dia, na madrugada de um sábado, enquanto milhões de pessoas se dirigiam ao trabalho ou à escola. Enquanto os ataques de junho terminaram rapidamente, fontes indicaram que as forças armadas dos EUA estão planejando uma ofensiva que se estenderá por vários dias.
Em resposta, o regime iraniano lançou uma onda de ataques, com explosões sendo ouvidas em diversos países que abrigam bases militares americanas, incluindo Emirados Árabes Unidos, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia e Iraque.
