Morte do Aiatolá Ali Khamenei gera reações globais
A morte do Líder Supremo do Irã, Aiatolá Ali Khamenei, em ataques conjuntos dos EUA e de Israel contra Teerã no sábado (28), provocou uma onda de reações internacionais. O ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, considerou o ataque como “inaceitável” e condenou o “assassinato flagrante de um líder soberano e a incitação à mudança de regime”.
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Wang expressou a preocupação da China sobre a possibilidade de que a situação no Oriente Médio se torne ainda mais instável. Em uma conversa telefônica com seu colega russo, Sergey Lavrov, no domingo (1º), ele destacou que as ações dos EUA e de Israel “violam o direito internacional e as normas básicas das relações internacionais”.
O ministro pediu a cessação imediata das operações militares.
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Reações da União Europeia e da Coreia do Norte
A chefe da diplomacia da União Europeia, Kaja Kallas, descreveu a morte de Khamenei como um “momento decisivo na história do Irã”. Em uma publicação, ela afirmou que a UE está buscando medidas práticas para a desescalada, ressaltando que “o que virá a seguir é incerto, mas agora existe um caminho aberto para um Irã diferente”.
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Coreia do Norte também se manifestou, chamando os ataques israelenses e a operação militar dos EUA de “agressão ilegal” e uma violação da soberania nacional. A mídia estatal iraniana confirmou os ataques na manhã de domingo (1º), prometendo retaliar contra as forças armadas dos EUA e destruir o programa nuclear do país.
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Desdobramentos dos ataques
Em um vídeo publicado na rede Truth Social, Donald Trump acusou o Irã de rejeitar “todas as oportunidades de renunciar às suas ambições nucleares” e afirmou que os EUA “não aguentam mais”. Israel também anunciou novos ataques contra o Irã, que começaram durante o dia, na madrugada de sábado, enquanto milhões de iranianos se dirigiam ao trabalho ou à escola.
Diferentemente dos ataques anteriores em junho de 2025, que duraram poucas horas, fontes indicaram que as forças armadas dos EUA planejam operações que se estenderão por vários dias. Em resposta, o regime iraniano lançou uma série de ataques, com explosões sendo ouvidas em países que abrigam bases militares americanas, como Emirados Árabes Unidos, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia e Iraque.
