Morre Noca da Portela, ícone do samba e da cultura carioca, aos 17 anos
O mundo do samba se despede de Noca da Portela, ícone do Carnaval carioca. Descubra sua trajetória e legado que marcaram a música brasileira!
Falecimento de Noca da Portela
O cantor, compositor e instrumentista Noca da Portela faleceu neste domingo (17). Ele foi uma das figuras mais emblemáticas da escola de samba do Rio de Janeiro e, ao longo de sua trajetória, conquistou o respeito e a admiração do público no Carnaval carioca.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Início na Música
Nascido em Leopoldina, Minas Gerais, Osvaldo Alves Pereira começou a compor aos 15 anos para a Escola de Samba Unidos do Catete, conforme informações do Dicionário MPB. Ele permaneceu na Ala dos Compositores por mais três anos. Em 1958, Noca atuou no Trio Tropical como cantor e compositor e, nesse período, participou da fundação da Escola de Samba Paraíso do Tuiuti, localizada no bairro de São Cristóvão.
Carreira na Portela
Foi somente na década de 1960 que Paulinho da Viola o levou para a Portela. Na agremiação, Noca integrou o Trio ABC, ao lado de Picolino e Colombo, e deixou sua marca em canções como “Portela Querida”, imortalizada na voz de Elza Soares, e no samba-enredo “O Homem de Pacoval”, de 1976.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
De acordo com a escola de samba, ele venceu a disputa de samba-enredo sete vezes, consolidando-se como um dos maiores vencedores da história da Portela.
Contribuições e Legado
Entre os sambas que conquistaram prêmios estão “Recordar é viver”, de 1985, “Gosto que me enrosco”, de 1995, “Os olhos da noite”, de 1998, e “ImaginaRIO, 450 Janeiros de uma Cidade Surreal”, de 2015. Além de sua carreira musical, Noca foi nomeado Secretário Estadual da Cultura em 2006, durante o governo de Rosinha Garotinho, e ocupou o cargo até o final do ano.
Leia também
Posteriormente, ele também se candidatou a vereador.