Beita de Souza Pereira, mãe de Ney Matogrosso, faleceu aos 103 anos. O artista compartilha um emocionante tributo nas redes sociais. Clique e saiba mais!
Beita de Souza Pereira, mãe do cantor Ney Matogrosso, faleceu na terça-feira, 17 de março de 2026, aos 103 anos. A informação foi divulgada nas redes sociais do artista, onde a equipe comunicou que o “corpo já estava cansado”.
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No comunicado, foi mencionado: “Luto! Hoje, o tempo fez silêncio… A mãe de Ney, Beita de Souza Pereira, partiu deste plano após um período em que recebeu todo o carinho, embora sua integridade física e mental não permanecesse a mesma. Ela morava com ele, cercada de presença, afeto e atenção até os últimos dias.”
O texto ainda destacou: “Nos últimos meses, o corpo já mostrava o cansaço da caminhada… e hoje, ela descansou. Ficam as memórias, o amor que não se apaga e a certeza de que quem cuida também aprende sobre a profundidade do amar. Que esse descanso seja leve… e que o coração encontre serenidade nesse adeus.
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Talvez alguns shows sejam remarcados! Em breve mais informações!”
Em abril de 2025, Ney Matogrosso, aos 83 anos, participou do programa “Conversa com Bial”, apresentado por Pedro Bial, onde compartilhou experiências dos anos 70. O cantor, conhecido por sua luta pela liberdade artística e quebra de padrões, recordou momentos difíceis de sua carreira, especialmente a repressão durante a Ditadura Militar.
Um dos episódios marcantes que ele relembrou foi quando ele e o grupo Secos & Molhados foram convidados para um jantar em São Paulo, mas não puderam cantar ou dançar, pois o que faziam era considerado como se fossem um grupo de homossexuais. Ney afirmou: “Se eu parasse de fazer aquilo, não sabia fazer outra coisa”.
Naquela época, o artista recordou que os artistas eram obrigados a usar máscaras para evitar o “desprazer” de serem vistos na rua. “Depois do show no Maracanãzinho [com o Secos e Molhados, em 1974], eu estava na praia e só ouvia as pessoas falarem sobre mim”, contou Ney.
Ele também mencionou sua timidez, revelando que não cumprimentava ninguém ao entrar em festas ou lugares públicos. “Eu não dava boa noite, nem estendia a mão para ninguém, entrava e saía mudo, mas isso me incomodava muito. Então, decidi fazer um curso de teatro em Brasília para me soltar um pouco.
Foi ali que percebi que o teatro era o que eu realmente queria fazer, não a música.”
Autor(a):
Ana Carolina é engenheira de software e jornalista especializada em tecnologia. Ela traduz conceitos complexos em conteúdos acessíveis e instigantes. Ana também cobre tendências em startups, inteligência artificial e segurança cibernética, unindo seu amor pela escrita e pelo mundo digital.