O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) revisou sua decisão nesta quinta-feira, 12 de março de 2026, negando o pedido da defesa do ex-presidente Jair Messias Bolsonaro para que o assessor sênior do governo Trump, Darren Beattie, visitasse o político preso na sede da Polícia Federal.
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A decisão foi tomada após considerações sobre a possibilidade de interferência em assuntos internos do país. O ministro Moraes enfatizou a necessidade de cautela diante de visitas de funcionários de Estado estrangeiros em período eleitoral.
Preocupações Diplomáticas e Visto
Mais cedo, o chanceler brasileiro, Mauro Vieira, expressou preocupação com a visita de Beattie, argumentando que ela poderia configurar ingerência indevida nos assuntos internos do Brasil. Vieira ressaltou que a visita, realizada em um ano eleitoral, não estava inserida no contexto diplomático que justificou a concessão do visto ao assessor.
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A defesa de Bolsonaro havia solicitado a visita em 6 de março, e a autorização do Consulado Geral do Brasil em Washington não previa encontros adicionais. A situação gerou questionamentos sobre a comunicação e a possível reanálise do visto.
Solicitação de Informações ao Governo Lula
O ministro Moraes também solicitou ao ministro de Lula que informasse ao STF se o enviado de Washington, Darren Beattie, possuía agenda diplomática no Brasil. Essa solicitação veio após a defesa de Bolsonaro apresentar uma alteração na data da visita, inicialmente agendada para o 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal (Papudinha).
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A defesa alegava que a agenda de Beattie era rígida e exigia uma mudança na data.
Argumentos da Defesa e Rejeição do STF
Os advogados de Bolsonaro justificaram a necessidade da alteração, explicando que Beattie é um funcionário de alto escalão do Departamento de Estado dos EUA, com compromissos internacionais previamente agendados. Eles argumentaram que não havia possibilidade de extensão da permanência em Brasília para adequar-se à data original.
No entanto, o ministro Moraes rejeitou o pedido, mantendo a restrição à visita.
Contexto da Visita de Beattie
Darren Beattie, assessor sênior para política em relação ao Brasil no Departamento de Estado dos Estados Unidos, foi designado para o cargo no governo de Donald Trump (Partido Republicano). Beattie já havia criticado o ministro Alexandre de Moraes em ocasiões anteriores, chamando-o de “coração da perseguição” a Bolsonaro.
A visita de Beattie ao Brasil está prevista para 18 de março, em um fórum sobre minerais críticos.
