Moraes deve pedir ao STF que anule investigação e chama suspeitas de ilações

Moraes nega irregularidades e alega que pedido de investigação se baseia apenas em suposições.

12/09/2026 23:31

3 min

O ministro Alexandre de Moraes durante sessão plenária do STF
O ministro Alexandre de Moraes durante sessão plenária do STF

O ministro Alexandre de Moraes deve solicitar ao plenário do STF (Supremo Tribunal Federal) que anule o pedido de investigação contra ele, previsto para ser analisado na próxima terça – feira (15). A informação é de fontes ligadas à Suprema Corte.

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O magistrado pretende argumentar que as suspeitas levantadas pelo ministro André Mendonça, relator do processo do Banco Master, são baseadas apenas em ilações — ou seja, suposições sem provas concretas.

O gabinete de Moraes ainda não confirmou oficialmente a movimentação. O caso ganhou repercussão depois que Mendonça retirou o sigilo de uma investigação sobre mensagens encontradas no celular do banqueiro Daniel Vorcaro, ex – controlador do Banco Master.

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A Polícia Federal identificou 52 mensagens enviadas por Vorcaro a Moraes, que vieram a público no início do mês.

Pedido de intermediação e contrato milionário

De acordo com o relatório policial, Vorcaro pediu a Moraes que intercedesse junto ao diretor – geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e ao procurador – geral da República, Paulo Gonet. O objetivo era evitar que medidas prejudiciais ao Banco Master fossem adotadas.

O ex – banqueiro também buscou informações sobre o andamento das apurações e demonstrou preocupação com possíveis ações contra ele e a instituição, chegando a mencionar a possibilidade de deixar o país.

Outro ponto levantado pela perícia da Polícia Federal envolve uma minuta de contrato de R 131 milhões entre o Banco Master e o escritório da advogada Viviane Barci de Moraes, esposa de Alexandre de Moraes. A análise dos dados apreendidos no celular de Vorcaro mostrou que o documento foi editado por um usuário identificado como “Ministro Alexandre de Moraes”.

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O escritório confirmou que o ministro foi consultado durante a elaboração do contrato, mas afirmou que a participação dele se limitou a verificar eventuais impedimentos legais relacionados à contratação e aos processos do Master no STF. A banca sustentou que a consulta teve caráter estritamente jurídico.

Defesa aponta ausência de provas de irregularidade

Para sustentar o pedido de nulidade, a defesa de Moraes vai alegar que não há qualquer material divulgado sobre as respostas que o ministro teria dado a Vorcaro. O argumento central é que os pedidos feitos pelo banqueiro, por si só, não permitem concluir que Moraes tenha concordado com as solicitações, adotado providências ou atuado em favor do Banco Master.

Sem o conteúdo das respostas e o contexto completo das conversas, a defesa considera impossível estabelecer uma relação de causa e efeito entre as mensagens e uma conduta irregular do magistrado.

Esse método de comunicação é um dos pontos que a defesa pretende usar para reforçar a tese de que as suspeitas são infundadas.

Ana Carolina é engenheira de software e jornalista especializada em tecnologia. Ela traduz conceitos complexos em conteúdos acessíveis e instigantes. Ana também cobre tendências em startups, inteligência artificial e segurança cibernética, unindo seu amor pela escrita e pelo mundo digital.

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