Monique Medeiros já tem unidade prisional definida no Rio, revela Secretaria de Polícia Penal

Secretaria de Estado de Polícia Penal do Rio de Janeiro confirma custódia de Monique Medeiros após decisão do STF. Entenda os desdobramentos desse caso polêmico

19/04/2026 22:36

3 min

Monique Medeiros já tem unidade prisional definida no Rio, revela Secretaria de Polícia Penal
(Imagem de reprodução da internet).

Secretaria de Estado de Polícia Penal do Rio de Janeiro informa sobre custódia de Monique Medeiros

A Secretaria de Estado de Polícia Penal do Rio de Janeiro comunicou ao STF (Supremo Tribunal Federal) que já designou a unidade prisional onde Monique Medeiros ficará detida. A pasta ressaltou que o nome do local não será divulgado por questões de segurança.

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Até a noite deste domingo (19), Monique ainda não havia sido registrada no sistema penitenciário.

A notificação ao STF ocorreu após a decisão do ministro Gilmar Mendes, que ordenou a prisão imediata de Monique e estabeleceu um prazo para que o estado informasse sobre sua detenção. Essa medida foi solicitada pela defesa de Leniel Borel, pai de Henry, visando garantir a segurança das testemunhas e a regularidade do processo judicial.

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Declarações de Leniel Borel

Em uma manifestação pública, Leniel Borel expressou que a decisão representa um progresso na busca por justiça. Ele enfatizou que recorrer foi uma ação necessária devido aos riscos identificados pela família. “Essa decisão prova que nunca foi em vão lutar e não desistir.

Recorrer não foi apenas uma medida jurídica, mas de coragem, responsabilidade e amor. Era essencial, pois a soltura colocava em risco o julgamento, as testemunhas e a própria busca pela verdade”, declarou Leniel.

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A defesa de Monique, por sua vez, informou que apresentou embargos de declaração ao relator, solicitando esclarecimentos sobre a legalidade da decisão e sobre a execução da prisão. Os advogados também pediram uma definição sobre a unidade prisional, alegando riscos à integridade física da acusada.

Decisão do STF sobre a prisão

Na sexta-feira (17), o ministro restabeleceu a prisão preventiva de Monique, em resposta a uma manifestação da Procuradoria-Geral da República em uma ação apresentada pela assistência de acusação. A prisão havia sido revogada pela Justiça do Rio em março de 2025, sob a justificativa de excesso de prazo.

Contudo, o ministro considerou que o adiamento do júri ocorreu devido a uma manobra da defesa do corréu Jairo Souza Santos, que abandonou o plenário.

Segundo Mendes, a soltura de Monique contrariava decisões anteriores da Corte que indicavam a necessidade da prisão para assegurar a ordem pública e o andamento do processo.

Contexto do caso

A morte de Henry Borel, em março de 2021, gerou grande repercussão em todo o país. Monique Medeiros e Jairo Souza Santos são réus e enfrentarão um júri popular no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. As investigações revelaram que o menino chegou sem vida ao hospital, e a perícia descartou a possibilidade de um acidente doméstico, identificando múltiplas lesões.

O laudo do Instituto Médico Legal apontou hemorragia interna e laceração hepática como causas da morte.

Mensagens obtidas durante a investigação sugerem que Henry sofria agressões frequentes e que Monique teria sido alertada sobre isso anteriormente. A polícia concluiu que as violências ocorreram com o conhecimento dela. O Ministério Público denunciou o casal por homicídio triplamente qualificado, tortura, coação no curso do processo e fraude processual.

Monique também enfrenta outras acusações.

Autor(a):

Com formação em Jornalismo e especialização em Saúde Pública, Lara Campos é a voz por trás de matérias que descomplicam temas médicos e promovem o bem-estar. Ela colabora com especialistas para garantir informações confiáveis e práticas para os leitores.

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