Monique Medeiros emociona ao relembrar Henry Borel no julgamento: “Ele era o amor da minha vida”

Depoimento de Monique Medeiros no Julgamento de Henry Borel
“Ele era o amor da minha vida”. Assim Monique Medeiros, mãe de Henry Borel, se referiu ao filho, que faleceu aos quatro anos, durante o julgamento que ocorreu na manhã desta terça-feira (12) no Tribunal do Júri do Rio de Janeiro. A declaração foi feita enquanto a ré relembrava uma conversa com Henry, que a questionou: “mamãe, eu te atrapalho?”.
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Monique negou que o filho fosse um peso para ela, enfatizando o quanto o amava. “Eu sempre encaixava o Henry em tudo, levava ele para todos os lugares, ele era meu chaveirinho […] eu disse pra ele que não (sobre atrapalhar) e que ele era o amor da minha vida”, declarou.
A mulher, acusada de homicídio por omissão, tortura e coação, foi a primeira a ser interrogada nesta fase do processo. Este julgamento já é considerado o mais longo da história do Rio de Janeiro nos últimos 18 anos.
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Relato sobre o Relacionamento com Jairinho
No início de seu depoimento, Monique pediu a remoção de Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Jairinho, do plenário para que pudesse prosseguir com seu relato. Durante o interrogatório, ela detalhou a cronologia de seu relacionamento com Jairinho, descrevendo-o inicialmente como “educado, gentil e íntegro”.
Segundo Monique, por ele ser médico e vereador, estava “acima de qualquer suspeita” e ela confiava plenamente nele.
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Monique relembrou um episódio de janeiro de 2021, quando recebeu mensagens da babá informando que Henry estava mancando após ficar sozinho com Jairinho. Naquele momento, ela não interpretou a situação como uma possível agressão. A ré afirmou que Jairinho disse que o menino havia caído durante uma brincadeira, e ela acreditou na versão apresentada.
Monique declarou que, se soubesse de qualquer tortura, nunca teria continuado o relacionamento. “Em nenhum momento eu achava que o Jairinho pudesse bater no meu filho”, completou.
Comportamento de Henry e o Julgamento
Monique também mencionou que, preocupada com as queixas de dor no joelho, levou Henry ao hospital no dia seguinte para uma avaliação médica. Segundo seu relato, a criança afirmou aos profissionais de saúde que havia caído da cama. Ela solicitou exames, mas os médicos não identificaram lesões naquele atendimento.
Após a consulta, Henry foi para a casa dos avós maternos e, dias depois, voltou a ficar com Monique e Jairinho durante uma viagem para Mangaratiba.
Durante seu depoimento, Monique observou que Henry começou a apresentar comportamentos estranhos, ficando mais “amuado”. Ela buscou ajuda de psicólogos e pediatras, e até enviou um bilhete à escola pedindo auxílio para entender o que estava acontecendo.
No entanto, segundo ela, todos, inclusive Leniel Borel, pai da criança, acreditavam que as reações eram resultado da adaptação ao divórcio.
O depoimento de Monique ocorreu no nono dia do julgamento e marca um momento crucial do processo. Após sua oitiva, o tribunal deverá ouvir Jairinho, apontado pelo Ministério Público como responsável pelas agressões que resultaram na morte de Henry.
Com os interrogatórios concluídos, o julgamento seguirá para os debates entre acusação e defesa, e, em seguida, os sete jurados do Conselho de Sentença decidirão sobre a condenação ou absolvição dos réus.
Autor(a):
Bianca Lemos
Ambientalista desde sempre, Bianca Lemos se dedica a reportagens que inspiram mudanças e conscientizam sobre as questões ambientais. Com uma abordagem sensível e dados bem fundamentados, seus textos chamam a atenção para a urgência do cuidado com o planeta.



