Mojtaba Khamenei exalta coesão nacional do Irã em meio a ataques dos EUA e Israel

Declarações de Mojtaba Khamenei sobre a Coesão Nacional do Irã
O líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, elogiou a “coesão sem precedentes” da população após os Estados Unidos e Israel iniciarem uma campanha militar letal contra o país. Em uma declaração escrita, ele fez um apelo por “esforços ainda maiores para preservar a unidade” entre os iranianos.
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Khamenei destacou que a verdadeira essência e a força interior do povo iraniano, manifestadas na fé, esperança e ação, foram evidentes tanto para amigos quanto para inimigos. A mensagem foi divulgada pela agência de notícias semioficial Fars nesta quinta-feira (28).
Desde a morte de seu pai e antecessor, Ali Khamenei, em ataques conjuntos dos EUA e de Israel, Mojtaba Khamenei não tem se apresentado em público, limitando-se a publicar memorandos escritos. Em sua mensagem mais recente, ele buscou retratar o Irã como um país resiliente diante da campanha militar, valorizando a “solidariedade nacional” e alertando contra “disputas políticas sem sentido”.
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Khamenei também enfatizou a necessidade de esforços de “reconstrução” após semanas de bombardeios que devastaram centros de saúde, escolas e patrimônios históricos.
Fragmentação da Liderança e Chamado à Ação
Os bombardeios conjuntos dos EUA e de Israel não apenas causaram destruição, mas também fragmentaram a liderança iraniana, criando um vácuo de poder. Na declaração desta quinta-feira, Khamenei pediu aos legisladores que “aprofundem e acelerem a legislação e a fiscalização, a fim de lançar as bases para o futuro do Irã”.
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Ele ressaltou que a sede da representação parlamentar deve ser encarada como uma trincheira na linha de frente do progresso do país.
Enquanto isso, as tentativas de pôr fim às hostilidades e alcançar uma resolução definitiva estão estagnadas, com as principais demandas de ambas as partes ainda sem resposta. O novo líder supremo foi ferido nos ataques aéreos de 28 de fevereiro, que atingiram a residência de seu pai em Teerã, e seu isolamento gerou especulações sobre a gravidade de seus ferimentos.
O Ministério da Saúde do Irã informou que Mojtaba Khamenei sofreu ferimentos no rosto, cabeça e pernas, contestando relatos da mídia ocidental sobre uma possível amputação.
Início da Guerra e Consequências
O conflito teve início em 28 de fevereiro, quando o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou um ataque “de grande escala” ao Irã, alegando que o objetivo principal era “defender o povo americano, eliminando as ameaças iminentes do regime iraniano”.
Trump mencionou o programa nuclear de Teerã como uma das principais ameaças, um ponto de atrito que dificultou as negociações para encerrar os combates. Os ataques conjuntos resultaram na morte do então líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei, e causaram milhares de mortes e danos a diversos museus e sítios culturais no país.
Em resposta, o Irã lançou uma série de ataques retaliatórios em toda a região e efetivamente fechou o Estreito de Ormuz, uma rota estratégica que transporta cerca de 20% do petróleo mundial. Semanas antes do início da guerra, o governo Trump havia realizado o maior deslocamento militar no Oriente Médio desde a invasão do Iraque em 2003, gerando preocupações sobre uma escalada da violência regional.
Apesar das conversas regulares entre enviados dos EUA e o Irã sobre um novo acordo nuclear, a situação culminou em ação militar, com Trump acusando o Irã de rejeitar oportunidades de renunciar às suas ambições nucleares. O início do conflito também se deu após protestos em massa contra o regime iraniano, motivados por descontentamento econômico e aumento dos custos de vida.
Autor(a):
Sofia Martins
Com uma carreira que começou como stylist, Sofia Martins traz uma perspectiva única para a cobertura de moda. Seus textos combinam análise de tendências, dicas práticas e reflexões sobre a relação entre estilo e sociedade contemporânea.



