A moagem de cana-de-açúcar no Centro-Sul do Brasil atinge 600,40 milhões de toneladas na safra 2025/26, mas com queda de 2,3%. Descubra os detalhes!
A moagem de cana-de-açúcar nas usinas do Centro-Sul do Brasil alcançou 600,40 milhões de toneladas na safra 2025/26 até 1 de janeiro de 2026. Esse número representa uma queda de 2,3% em relação ao mesmo período do ano anterior, conforme dados divulgados pela União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica) nesta semana.
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Na segunda semana de dezembro, houve um aumento na moagem, com as usinas processando 2,17 milhões de toneladas, superando as 1,71 milhão da safra 2024/2025. Durante esse período, 61 unidades produtoras estavam em operação, sendo 42 delas focadas no processamento de cana, além de dez empresas que produzem etanol a partir do milho e nove usinas flex.
No mesmo período da safra anterior, 59 unidades estavam ativas.
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Em relação à qualidade da cana, o nível de ATR (Açúcares Totais Recuperáveis) na segunda quinzena de dezembro foi de 127,49 quilos por tonelada, um aumento em comparação aos 123,33 quilos por tonelada da safra 2024/2025, resultando em uma variação positiva de 3,37%.
O ATR indica a quantidade de açúcar que pode ser extraída da cana.
No acumulado da safra, o indicador de ATR foi de 138,35 quilos por tonelada, apresentando uma redução de 2,20% em relação ao ciclo anterior.
Nos últimos quinze dias de dezembro, a produção de açúcar totalizou 56,02 mil toneladas, uma queda de 14,93% em comparação ao mesmo período da safra 2024/2025. Desde o início da safra até 1 de janeiro, a fabricação de açúcar somou 40,22 milhões de toneladas, ligeiramente abaixo das 39,88 milhões do ciclo anterior.
Quanto ao etanol, na segunda semana de dezembro, a produção atingiu 560,89 milhões de litros, sendo 327,66 milhões de litros de etanol hidratado, com um aumento de 7,23%, e 233,24 milhões de litros de etanol anidro, que cresceu 27,76% em relação a dezembro de 2024.
No total do ciclo agrícola atual, a produção de etanol foi de 30,84 bilhões de litros, uma queda de 5,06% em relação à safra anterior.
Na segunda quinzena de dezembro, 77,23% do etanol produzido foi derivado do milho, totalizando 433,18 milhões de litros, um aumento de quase 7% em relação ao mesmo período do ciclo 2024/2026. Desde o início da safra, a produção de etanol de milho chegou a 6,86 bilhões de litros, com um crescimento de 14% em comparação ao ano anterior.
No acumulado desde o início da safra até 1º de janeiro, as vendas de etanol nas unidades do Centro-Sul somaram 26,29 bilhões de litros, apresentando uma queda de 2%. As vendas de etanol hidratado totalizaram 16,35 bilhões de litros, com uma redução de 5,75% em relação ao ciclo anterior, enquanto as vendas de etanol anidro aumentaram 4,75%, alcançando 9,94 bilhões de litros.
Em dezembro, as vendas totais de etanol foram de 2,97 bilhões de litros. Nesse período, a comercialização de etanol anidro somou 1,15 bilhão de litros, um aumento de 7,64%, enquanto as vendas de etanol hidratado totalizaram 1,82 bilhão de litros, com uma queda de 2,79%.
No mercado interno, as vendas de etanol hidratado pelas unidades do Centro-Sul foram de 1,74 bilhão de litros, representando uma redução de 1,91% em relação ao mesmo período da safra anterior. Já a venda de etanol anidro atingiu 1,14 bilhão de litros, com um crescimento de 10,52%.
Autor(a):
Gabriel é economista e jornalista, trazendo análises claras sobre mercados financeiros, empreendedorismo e políticas econômicas. Sua habilidade de prever tendências e explicar dados complexos o torna referência para quem busca entender o mundo dos negócios.