MMA atualiza lista de espécies ameaçadas e reinclui arara-azul-grande como Vulnerável

MMA atualiza lista de espécies ameaçadas, destacando a reinclusão da arara-azul-grande como Vulnerável e refletindo a situação crítica da fauna brasileira.

26/06/2026 17:28

3 min

Entre as espécies que passaram a integrar a lista está a arara-azul-grande (Anodorhynchus hyacinthinus), agora reclassificada como Vulnerável
Entre as espécies que passaram a integrar a lista está a arara-a...

O MMA (Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima) atualizou a Lista Nacional de Espécies da Fauna Ameaçadas de Extinção, incluindo pela segunda vez a arara – azul – grande. A publicação ocorreu no Diário Oficial da União na quinta – feira (18.

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Com isso, o novo levantamento abrange 790 espécies ameaçadas e nove que já estão extintas, abrangendo mamíferos, aves, répteis, anfíbios e invertebrados terrestres.

A nova versão substitui a lista anterior de 2022 e reflete os resultados das avaliações realizadas pelo ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade). As araras – azuis retornam à lista após um intervalo de sete anos; a primeira inclusão ocorreu na década de 1980.

De acordo com o Instituto Arara – azul, mais de 10 mil aves foram retiradas da natureza devido ao tráfico e à caça. Em 2014, a espécie havia sido retirada da lista oficial, mas agora volta a ser mencionada em junho deste ano.

Espécies ameaçadas e suas classificações

Conforme informações do MMA, entre as espécies em risco, 168 estão categorizadas como Criticamente em Perigo (CR), sendo que 25 delas são consideradas Possivelmente Extintas (CR – PE). Outras 285 espécies estão na categoria Em Perigo (EN) e 336 são classificadas como Vulneráveis (VU.

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Apenas o mutum – do – nordeste (Pauxi mitu) permanece na classificação Extinta na Natureza (EW), com exemplares existentes apenas em cativeiro.

Os insetos representam o maior grupo da nova lista, totalizando 264 espécies ou subespécies ameaçadas. Na sequência, aparecem as aves com 242 registros, seguidas pelos répteis com 123, mamíferos com 102 e anfíbios com 59 espécies ou subespécies.

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Aproximadamente 180 dessas espécies foram incluídas na lista de ameaçadas após a revisão técnica recente.

O MMA destacou a reinserção da arara – azul – grande (Anodorhynchus hyacinthinus), reclassificada como Vulnerável (VU), além do bugio – preto (Alouatta caraya) e do tamanduaí (Cyclopes rufus). Apesar do aumento no número de ameaçados, cerca de 150 espécies deixaram essa condição e não são mais consideradas em risco de extinção.

Essa mudança é atribuída a diversos fatores, incluindo avanços no conhecimento científico sobre as espécies e melhorias nas condições de algumas populações.

Espécies extintas

No total, nove espécies foram registradas como extintas: duas pertencem ao grupo dos anfíbios, seis às aves e uma aos mamíferos. Esse número se mantém estável em relação à Lista Nacional Oficial de Espécies da Fauna Extintas de 2022. Dentre as espécies catalogadas como Extinta (EX), está a perereca – gladiadora – de – sino (Boana cymbalum), que não é vista desde 1962, apesar das buscas contínuas em seu habitat histórico nas porções altas da Serra do Mar, em São Paulo.

Fatores como urbanização descontrolada, poluição industrial e doenças têm sido apontados como causas para a extinção dessa espécie. A atualização ressalta a importância das ações voltadas para conservação e proteção das diversas espécies que ainda habitam o Brasil.

Ana Carolina é engenheira de software e jornalista especializada em tecnologia. Ela traduz conceitos complexos em conteúdos acessíveis e instigantes. Ana também cobre tendências em startups, inteligência artificial e segurança cibernética, unindo seu amor pela escrita e pelo mundo digital.

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