O ministro dos Povos Indígenas, Eloy Terena, visitou recentemente a cidade de Dourados, no Mato Grosso do Sul, para avaliar a situação crítica enfrentada pela comunidade indígena local. A cidade está em estado de emergência devido ao aumento significativo de casos da chikungunya, com um impacto desproporcional sobre as comunidades indígenas que residem na região.
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A situação, que se agrava desde janeiro, com mais de 1.764 casos confirmados e 1.893 em análise, tem gerado preocupação em todos os níveis de governo. Dourados concentra a maior quantidade de casos prováveis da doença no estado, com 759 registros, e a Reserva Indígena de Dourados registrou cinco óbitos, incluindo dois bebês com menos de quatro meses de vida.
O Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional reconheceu a emergência em Dourados em março, após o decreto de emergência pela prefeitura. Em resposta, o governo federal anunciou um pacote de medidas para combater o mosquito Aedes aegypti, interromper a transmissão da doença e melhorar o atendimento aos pacientes. Além disso, foram destinados R$ 3,1 milhões para a cidade, com o objetivo de apoiar ações de socorro humanitário e medidas de controle vetorial.
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O ministro Eloy Terena informou que os recursos já estão disponíveis para os governos estadual e municipal, que serão responsáveis por contratar bens e serviços emergenciais. Daniel Ramos, representante do Ministério da Saúde, anunciou a contratação temporária e capacitação de 50 agentes de combate a endemias, que começarão a trabalhar no sábado (4).
Juliana Lima, da Força Nacional do SUS, destacou que as equipes estão atuando nas aldeias Bororó e Jaguapiru, mas o cenário epidemiológico é dinâmico e ainda não há confirmação de melhora.
Eloy Terena ressaltou a “situação sui generis” da Reserva Indígena de Dourados, cercada pela expansão urbana, e cobrou da prefeitura maior atenção à coleta de lixo nas aldeias. O ministro pretende reunir-se com representantes dos governos municipal e estadual para discutir projetos estruturais que visem melhorar a coleta de lixo nas comunidades indígenas.
A prioridade é eliminar criadouros do mosquito e reduzir a pressão sobre os serviços de saúde.
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Ex-jogador de futebol profissional, Pedro Santana trocou os campos pela redação. Hoje, ele escreve análises detalhadas e bastidores de esportes, com um olhar único de quem já viveu o outro lado. Seus textos envolvem os leitores e criam discussões apaixonadas entre fãs.
