Ministro Moraes Propõe Regulamentação Global das Big Techs e Redes Sociais
Ministro Moraes propõe regulamentação internacional das Big Techs! 🚨 O ministro Alexandre de Moraes defende controle das grandes plataformas digitais,
Ministro Moraes Defende Regulamentação Internacional das Big Techs
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, apresentou nesta segunda-feira (1º de junho de 2026, uma proposta de regulamentação internacional das grandes plataformas digitais e redes sociais. A declaração foi proferida durante o painel “Democracia, Populismo e Polarização Ideológica”, realizado na Universidade de Lisboa, como parte do 14º FÓRUM DE LISBOA.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Moraes argumentou que, apesar da promessa inicial de ampliar a participação democrática, as plataformas digitais se tornaram instrumentos de manipulação, utilizando dados e algoritmos para influenciar opiniões. Ele ressaltou que a ideia original era que as redes sociais funcionassem como uma “nova ágora grega”, onde a manifestação de ideias seria igualmente acessível a todos os usuários.
O ministro reconheceu que as redes sociais não são inerentemente “ruins”, mas criticou a premissa de neutralidade das plataformas, argumentando que as big techs possuem interesses econômicos, políticos e ideológicos. Ele exemplificou com o comportamento de usuários que buscam conteúdo sobre “cachorros, gatinhos” ou “tartarugas”, demonstrando que mesmo esses indivíduos são afetados pela dinâmica das plataformas e sua relação com a democracia e a polarização.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Moraes destacou que as grandes empresas digitais detêm o maior banco de dados da humanidade, coletando informações sobre hábitos de consumo, medicamentos, leituras e comentários dos usuários. Essa coleta de dados permite a criação de perfis e a direcionamento de conteúdos para bolhas informativas, um processo que começou com a publicidade e se estendeu ao campo político. Para o ministro, a ausência de neutralidade exige regulação.
Comparando a situação atual com o período pós-Segunda Guerra Mundial, quando a ONU estabeleceu os direitos humanos, Moraes defendeu a necessidade de uma regulamentação internacional coordenada, especialmente diante de tecnologias como satélites de baixa altitude, que podem comprometer a soberania dos países. O 14º FÓRUM DE LISBOA, com o apoio da Presidência da República Portuguesa, busca promover o debate sobre os desafios democráticos, econômicos e sociais impostos pela nova ordem internacional e pelo avanço da tecnologia.
Leia também
O evento, que teve um aumento no número de participantes de 360 para 450 em 2026, contou com a presença de figuras como Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central, Magda Chambriard, presidente da Petrobras, e Aloízio Mercadante, presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social. A organização do fórum enfatizou o reconhecimento institucional, acadêmico e cívico do evento, destacando sua contribuição para o debate democrático e a reflexão sobre os desafios contemporâneos enfrentados por Portugal, Brasil e a comunidade internacional.