Um relatório, divulgado na quarta-feira (1º de abril de 2026), lança luz sobre o que seus autores descrevem como um “regime de censura brasileiro”. O documento detalha como o governo teria feito solicitações a plataformas digitais para remover conteúdo que exaltava o presidente dos Estados Unidos, apoiado pelo Partido Republicano.
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As “solicitações de censura” também se dirigiram a publicações que criticavam o ex-presidente, ligado ao Partido Democrata, e a outras entidades.
A Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional, que desempenhou um papel em programas de assistência internacional durante a administração Trump, é mencionada no contexto das ações investigadas. O relatório também aborda o papel do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, ao tentar restringir a liberdade de expressão de cidadãos norte-americanos, levantando preocupações sobre possíveis interferências nas eleições brasileiras de outubro de 2026.
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O documento faz parte da terceira parte do relatório “O ataque à liberdade de expressão no exterior: O caso do Brasil”. A comissão responsável pela análise é liderada por um deputado republicano, aliado de Donald Trump. Em janeiro de 2026, o deputado Jordan se reuniu com o ex-deputado federal do PL-SP, o senador e pré-candidato à Presidência do PL-RJ e o jornalista, em um esforço para coletar evidências sobre as ações.
As partes anteriores do relatório, publicadas em abril de 2024 e maio de 2024, respectivamente, detalham pedidos feitos pelo STF e pelo Tribunal Superior Eleitoral para que a rede social X, de Elon Musk, removesse perfis e conteúdos. Os documentos completos estão disponíveis em formato PDF, com tamanhos de 2 MB e 37 MB, respectivamente. A análise da comissão busca aprofundar a compreensão sobre as complexas relações entre a liberdade de expressão, a segurança cibernética e o processo eleitoral.
Autor(a):
Fluente em quatro idiomas e com experiência em coberturas internacionais, Ricardo Tavares explora o impacto global dos principais acontecimentos. Ele já reportou diretamente de zonas de conflito e acompanha as relações diplomáticas de perto.
