Operação Compliance Zero: Escândalo no Banco Master! Ministro Mendonça dá luz a investigação que expõe teias de corrupção e ameaças. Daniel Vorcaro é preso!
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, atendeu a um pedido da Polícia Federal e, em 4 de março de 2026, deu luz à operação Compliance Zero, que apura um grupo apontado pela PF como responsável por monitorar e intimidar adversários do fundador do Banco Master, Daniel Vorcaro.
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A investigação detalha uma teia de relações e movimentações financeiras que envolvem figuras-chave do setor bancário e político.
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A investigação da Polícia Federal identificou Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, como líder da organização criminosa. Ele, junto com Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro e pastor, e Marilson Roseno da Silva, ex-policial federal aposentado, foram presos preventivamente.
Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão também foi apontado como integrante do grupo “A Turma”, que buscava obter informações clandestinas e monitorar pessoas consideradas adversárias do Master. A decisão de Mendonça também incluiu funcionários do Banco Central, Paulo Sérgio Neves de Souza e Belline Santana, que teriam sido cooptados por Vorcaro para fins privados.
Paulo Sérgio Neves de Souza, chefe-adjunto de Supervisão Bancária do Banco Central, era considerado um “empregado/consultor” de Vorcaro, fornecendo orientações em ofícios e até em uma reunião com o presidente da autoridade monetária. Belline Santana, chefe do departamento de Supervisão Bancária, tinha uma “relação” similar com Vorcaro, atuando “informalmente” e “em favor” dos interesses do Master, recebendo uma proposta de “contratação simulada” por parte de Zettel.
Diante das evidências, Mendonça determinou o afastamento de Souza e Santana de suas funções no Banco Central, proibindo-os de manter contato com testemunhas ou investigados na operação. Além disso, foi determinada a utilização de tornozeleiras eletrônicas para os investigados, que devem permanecer em seus municípios de residência e entregar seus passaportes à Polícia Federal.
A PF também solicitou a suspensão das atividades das seguintes empresas: VARAJO CONSULTORIA EMPRESAL, SOCIEDADE UNIPESSOAL LTDA; MORIAH ASSET EMPREENDIMENTOS E PARTICIPAÇÕES LTDA.; SUPER EMPREENDIMENTOS E PARTICIPAÇÕES LTDA.; e outras.
A segunda fase da Compliance Zero, deflagrada em 14 de janeiro de 2026, concentrou-se em apurar as relações de Daniel Vorcaro com outras figuras, incluindo seu pai, irmã e cunhado, Fabiano Zettel. Durante uma acareação conduzida pela delegada Janaina Pereira Lima Palazzo na sede do Supremo Tribunal Federal, foram confrontados os depoimentos de Vorcaro, Paulo Henrique Costa, e Ailton Aquino, com o objetivo de esclarecer contradições.
A acareação foi gravada em vídeo e o Poder360 teve acesso à íntegra dos depoimentos.
O caso chegou ao Supremo por envolver autoridades com prerrogativa de foro. Um envelope com o nome do deputado federal (PL-BA) foi encontrado em um endereço ligado a Daniel Vorcaro, gerando rumores e críticas. A relatoria do ministro André Mendonça foi questionada, levando a um debate intenso dentro da Corte e a uma disputa pela relatoria, com o objetivo de preservar a imagem do STF.
A investigação continua em andamento, com o Poder360 publicando reportagens detalhadas sobre os depoimentos e as evidências coletadas. A operação Compliance Zero representa um marco na luta contra a corrupção e a má conduta no setor financeiro, revelando uma complexa teia de relações e desvios que impactaram o Banco Master e outras instituições.
Autor(a):
Ana Carolina é engenheira de software e jornalista especializada em tecnologia. Ela traduz conceitos complexos em conteúdos acessíveis e instigantes. Ana também cobre tendências em startups, inteligência artificial e segurança cibernética, unindo seu amor pela escrita e pelo mundo digital.