Mensagens Interceptadas Revelam Acordo para Evitar Reportagens Negativas
Uma investigação da Polícia Federal, com base em mensagens interceptadas, expôs um esquema envolvendo o fundador do Banco Master, Daniel Vorcaro, e o site de esquerda DCM (“e mais 2 editores”). O objetivo era evitar a publicação de reportagens consideradas negativas sobre suas atividades.
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A operação, denominada Compliance Zero, foi autorizada pelo ministro do STF André Mendonça, que identificou Mourão, apelidado de “Sicário”, como peça central na coordenação desse esquema.
As mensagens revelam que Mourão, coordenador informal conhecido como “A Turma”, recebia mensalmente R$ 1 milhão de Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro, para realizar atividades de vigilância, coleta de informações e monitoramento de indivíduos considerados adversários.
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A PF acredita que essa atuação visava obstruir investigações sobre Vorcaro. A troca de mensagens, que culminou na prisão de Mourão na quarta-feira (4.mar), após uma tentativa de suicídio na cela, detalha como o dinheiro era distribuído entre a equipe e os editores do DCM.
Detalhes da Operação e Mensagens Chave
Em uma das trocas de mensagens, a funcionária de Vorcaro, Ana Claudia, questiona sobre o valor do pagamento, recebendo a resposta: “Sim, 1 mm [milhão] como normalmente”. Posteriormente, ela efetua a transferência bancária de R$ 1 milhão para uma conta pertencente à empresa King Empreendimentos Imobiliários e Participações Ltda.
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A colunista Malu Gaspar, do jornal O Globo, teve acesso a outras mensagens e publicou a informação, revelando que o banqueiro propunha uma parceria com o DCM, oferecendo R$ 50 mil para a retirada de reportagens negativas. Em uma dessas mensagens, Vorcaro propõe: “Vamos focar na parceroa [parceria] com essa turma.
Veja um valor mensal. Nak [Não] pode sair uma frase com meu nome ou master”.
Resposta do DCM e Denúncia
O site DCM negou ter recebido recursos ou benefícios das pessoas investigadas. A defesa do site argumenta que a sigla “DCM” aparece em uma conversa privada, sem identificá-lo como o veículo de comunicação. O DCM afirma que publica reportagens críticas a Vorcaro e aos fatos investigados, ressaltando que não faria sentido financiar um veículo que atua como seu crítico público.
A investigação continua com o objetivo de apurar a extensão do esquema e identificar outros envolvidos.
