Ministro Marco Buzzi será ouvido em processo disciplinar após denúncias de assédio; entenda o caso
O depoimento do ministro Marco Buzzi ocorre em meio a graves acusações de assédio e importunação sexual. Quais serão os desdobramentos desse caso polêmico?
Ministro Marco Buzzi será ouvido em processo disciplinar
O ministro Marco Buzzi será ouvido na próxima segunda-feira (15) pela comissão responsável pelo processo administrativo disciplinar (PAD) que investiga denúncias de importunação sexual e assédio contra ele. O depoimento acontece após as denúncias serem formalizadas.
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As duas mulheres que apresentaram as acusações decidiram não depor, um direito garantido pelas normas do CNJ (Conselho Nacional de Justiça).
A primeira denúncia contra Buzzi envolve uma jovem de 19 anos, filha de amigos da família, durante férias em Balneário Camboriú, no litoral de Santa Catarina. A defesa do ministro afirma que depoimentos, imagens de câmeras de segurança, laudos médicos e perícias realizadas no local corroboram sua inocência. “A prova técnica e oral converge, de maneira inequívoca, para a ausência de qualquer conduta de importunação”, afirmam os advogados de Buzzi.
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Após a primeira acusação, uma servidora do tribunal também denunciou Buzzi por assédio. A defesa argumenta que as evidências mostram que o ministro e a servidora não poderiam ter estado sozinhos no gabinete nas circunstâncias descritas, o que, segundo os advogados, enfraquece a narrativa da acusação. “A instrução do caso acumulou contradições e ausência de provas diretas, reforçando a tese de que as acusações contra Marco Buzzi não se sustentam nas provas produzidas até o momento”, diz a nota da defesa.
Buzzi está sendo representado pelo escritório Catta Preta e Saad Ávila Advogados e está afastado de suas funções desde 10 de fevereiro. Em abril, foi determinado seu afastamento com base nas conclusões de uma sindicância iniciada em fevereiro.
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Posição da defesa das denunciantes
Em contato com a CNN, a defesa de uma das denunciantes afirmou que não pode comentar as provas apresentadas no processo, que tramita em segredo de justiça, mas expressou total confiança no Superior Tribunal de Justiça. “Como advogados da vítima e seus familiares, ressaltamos que o processo tramita em segredo de justiça, nos impedindo de tecer qualquer comentário acerca do teor das provas produzidas.
No entanto, possuímos a mais absoluta confiança no julgamento que acontecerá no Superior Tribunal de Justiça, aguardando que, ao final, o autor dos fatos seja devidamente punido”, disseram os advogados em nota.