Ministro Gilmar Propõe Reforma Republicana Após Escândalo Master

Ministro Gilmar critica acusações ao Judiciário no escândalo Master. Reforma ampla é urgente para restaurar a confiança no Brasil! Saiba mais.

(Imagem de reprodução da internet).

Escândalo Master: Ministro Gilmar Defende Reforma Ampla para Restabelecer Confiança

Em meio à crise de confiança gerada pelo escândalo envolvendo o Banco Master, o ministro Gilmar afirmou nesta segunda-feira (4) que atribuir a responsabilidade exclusiva ao Judiciário é um erro. A declaração foi feita durante uma audiência pública convocada pelo ministro Flávio Dino, no Supremo Tribunal Federal (STF), que analisa a capacidade de fiscalização do mercado de capitais e o papel da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

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O ministro argumentou que o caso Master e suas consequências ampliaram a desconfiança dos brasileiros nas instituições. Ele criticou a concentração de críticas apenas no Supremo, considerando a abordagem como “miopia”. Dino enfatizou a existência de um quadro de descrédito generalizado, agravado pelas dificuldades do Estado em atender às demandas da população.

Para o ministro, a solução para a crise de confiança exige uma análise mais abrangente.

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Proposta de Reforma Republicana

Gilmar defendeu a necessidade de uma reforma mais ampla, comparando-a a um “novo pacto republicano” ou um “pacto pela reforma do Estado”. Ele destacou a importância de avanços em diversas áreas, como a racionalização das emendas parlamentares, o aperfeiçoamento do sistema eleitoral, especialmente o modelo proporcional, a disciplina das Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs), a proteção da soberania digital, o aprimoramento do sistema de freios e contrapesos, e o aumento da transparência e da fiscalização dos poderes.

CVM e Desafios na Fiscalização

A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) é o órgão do governo responsável por regular e fiscalizar o mercado de capitais no Brasil. O ministro Flávio Dino ressaltou que a sofisticação de organizações criminosas tem aumentado, dificultando a fiscalização nesse setor.

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O caso do Banco Master ilustra essa crescente dificuldade regulatória e de fiscalização, conforme apontou Dino.

O debate atual envolve a análise de dispositivos da Lei 14.317/2022, que alterou o cálculo da taxa de fiscalização da CVM. O Partido Novo, autor da ação que originou a audiência pública, argumenta que os valores arrecadados pela comissão por meio dessa taxa são desproporcionais e parcialmente direcionados ao Tesouro Nacional.