Ministro Francisco Mackenna critica atitudes de chileno preso no Brasil por racismo e homofobia
Francisco Mackenna, ministro das Relações Exteriores do Chile, condena atitudes de Germán Andrés Naranjo Maldini, preso no Brasil por ofensas racistas e
Ministro das Relações Exteriores do Chile condena ações de cidadão chileno preso no Brasil
O ministro das Relações Exteriores do Chile, Francisco Mackenna, manifestou sua reprovação em relação ao comportamento de Germán Andrés Naranjo Maldini, um chileno detido no Brasil após proferir insultos racistas e homofóbicos durante um voo de Guarulhos para Frankfurt.
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O incidente ocorreu no dia 10 de maio, mas ganhou notoriedade no último final de semana, após a prisão de Maldini.
O cidadão chileno foi flagrado em vídeo ofendendo um comissário de bordo, chamando-o de “preto e macaco” e imitando o animal. Mackenna, em entrevista à rádio Tele13, afirmou que as declarações de Maldini são “inaceitáveis” e expressou sua vergonha pelo comportamento de um compatriota.
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O chanceler destacou que o ministério chileno garantirá que os direitos do homem detido sejam respeitados, mas enfatizou que a questão deve ser tratada pela Justiça brasileira.
Detalhes do incidente no voo
O voo em que Germán Andrés Naranjo Maldini estava a bordo partiu do Aeroporto Internacional de Guarulhos com destino a Frankfurt, na Alemanha, no dia 10 de maio, operado pela Latam. Durante o trajeto, Maldini tentou abrir a porta do avião, mas foi contido pelos funcionários.
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Em seguida, ele fez comentários homofóbicos, xenofóbicos e racistas, que foram registrados por um dos comissários da companhia aérea.
Em suas declarações, o chileno disse: “Ele é gay, eu não sou gay. (…) Para mim é um problema ser gay”. Em outro momento, ele disparou: “A pele preta… que mais? o cheiro de preto, o cheiro de brasileiro…”. Após os comissários solicitarem que ele se sentasse, Maldini questionou: “Por quê?
Estou agredindo a quem? Eu não conheço ele. (…) Você é preto, macaco…”, imitando um macaco em seguida.
Maldini foi detido pela Polícia Federal na última sexta-feira (15), ao retornar ao Brasil. No dia seguinte, ele foi afastado de sua posição como executivo comercial na empresa onde trabalhava há mais de 10 anos. A Latam, por sua vez, divulgou uma nota repudiando o ocorrido e oferecendo apoio ao funcionário que foi alvo das ofensas.