Ministro Durigan Defende Fim do 6×1 com Salário Integral e Impacto em Trabalhadores

Ministro da Fazenda Defende Fim da Jornada de 6 Dias com Salário Integral
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, apresentou nesta quarta-feira, 6 de maio de 2026, a posição do governo em relação ao debate sobre a escala de trabalho de 6×1, classificando a discussão como “geracional”. Em entrevista ao programa “Bom Dia, Ministro”, do Canal Gov, Durigan enfatizou que o governo busca uma jornada de trabalho de 40 horas semanais, com dois dias de descanso remunerado, sem qualquer redução salarial para os trabalhadores.
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A declaração surge em um momento em que o tema é amplamente discutido no Congresso Nacional, através de propostas que visam reduzir a jornada semanal e aumentar o tempo de descanso dos trabalhadores. Durigan argumentou que as mudanças refletem as transformações no mercado de trabalho, impulsionadas pelo aumento da produtividade e pela hiperconectividade, que geram um cenário de alta demanda e risco de burnout entre os trabalhadores.
Foco no Bem-Estar e Produtividade
O ministro ressaltou a importância de reconhecer o ganho de produtividade e oferecer um tempo de descanso adequado, elevando a carga de folga de um dia para dois dias. “É preciso olhar para o que está acontecendo no mundo, para o que está acontecendo na vida e no trabalho das pessoas”, afirmou Durigan, buscando justificar a mudança na dinâmica da jornada de trabalho.
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Impacto nos Trabalhadores de Baixa Renda
Durigan também abordou o impacto da escala de 6×1 sobre os trabalhadores de menor renda. Segundo ele, cerca de 30% da força de trabalho brasileira opera sob essa modalidade, sendo que 80% desses trabalhadores recebem até dois salários mínimos. O ministro destacou que a situação é particularmente crítica para aqueles com menor poder aquisitivo, que são os mais afetados pela escala de trabalho.
Rejeição a Desoneração da Folha
Em resposta a possíveis propostas de desoneração de impostos para empresas, Durigan se mostrou contrário, argumentando que experiências anteriores não trouxeram os resultados esperados e geraram prejuízos significativos para o Estado. Ele defendeu o foco em políticas de produtividade, como crédito barato para pequenas empresas e programas de capacitação profissional, em vez de benefícios fiscais que, segundo ele, se mostraram ineficientes.
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O projeto propõe reduzir o limite semanal de 44 para 40 horas, mantendo a jornada diária de 8 horas, inclusive em escalas especiais. Também garante 2 dias consecutivos de descanso semanal remunerado, preferencialmente aos sábados e domingos, consolidando o modelo 5 X 2.
Autor(a):
Ricardo Tavares
Fluente em quatro idiomas e com experiência em coberturas internacionais, Ricardo Tavares explora o impacto global dos principais acontecimentos. Ele já reportou diretamente de zonas de conflito e acompanha as relações diplomáticas de perto.



