TCU suspende inspeção no Banco Central! Ministro Jhonatan de Jesus toma atitude após questionamento do Banco Central. Debate acalorna Corte de Contas
Em uma movimentação que gerou debates, o ministro Jhonatan de Jesus, do Tribunal de Contas da União (TCU), decidiu suspender temporariamente uma inspeção que estava programada para ser realizada no Banco Central (BC). A medida foi tomada em meio a embargos de declaração apresentados pela instituição financeira, após a aprovação inicial do ministro para a realização da análise.
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A situação começou em janeiro de 2026, quando o TCU determinou a inspeção, motivada por uma representação do Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União, protocolada em novembro de 2025. A representação apontava falhas na supervisão do Banco Master e suas controladas, culminando na liquidação extrajudicial em 18 de novembro daquele ano.
O ministro Jhonatan de Jesus argumentou que a determinação da inspeção decorreu de uma proposta formal da unidade técnica especializada do TCU, a qual apontava para a insuficiência de esclarecimentos em relação ao acervo documental primário necessário para reconstituir o iter decisório.
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A decisão foi tomada para avaliar a atuação do Banco Central no caso.
O Banco Central, por sua vez, questionou a decisão, argumentando que o tema deveria ser deliberado em colegiado da Corte de Contas. A autoridade monetária apresentou embargos de declaração para contestar a inspeção.
O subprocurador-geral da República Lucas Furtado, do Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União, afirmou que não cabe ao Banco Central determinar como devem ser as decisões do TCU. Ele ressaltou que a Corte de Contas tem a prerrogativa de avaliar a atuação do BC no caso.
A decisão do ministro Jhonatan de Jesus foi submetida ao plenário do TCU, considerando a repercussão pública do caso e a necessidade de uma definição institucional mais ampla sobre os limites do controle externo exercido pelo TCU sobre o Banco Central.
Até que o plenário delibere, a inspeção permanece suspensa, podendo estabelecer um precedente relevante sobre o alcance da fiscalização do TCU em relação à atuação do Banco Central em processos de intervenção e liquidação de instituições financeiras.
Autor(a):
Marcos Oliveira é um veterano na cobertura política, com mais de 15 anos de atuação em veículos renomados. Formado pela Universidade de Brasília, ele se especializou em análise política e jornalismo investigativo. Marcos é reconhecido por suas reportagens incisivas e comprometidas com a verdade.