Ministro do Esporte da Ucrânia Critica Decisão do IPC
Matvii Bidnyi, ministro do Esporte da Ucrânia, expressou sua desaprovação em relação à decisão do Comitê Paralímpico Internacional (IPC) de permitir que atletas da Rússia e de Belarus participem dos Jogos Paralímpicos de Milano-Cortina 2026 sob suas próprias bandeiras.
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Em declaração à Reuters, Bidnyi afirmou que essa escolha é “absolutamente errada, tanto moral quanto politicamente”, especialmente em um momento em que a Rússia tenta atrasar negociações de paz.
O ministro ressaltou que essa decisão pode encorajar a agressão russa. “A condenação da comunidade esportiva à agressão russa é crucial para a pressão internacional que visa encerrar esta guerra. Agora, parece uma capitulação”, disse ele. Bidnyi questionou o que mudou desde a invasão da Ucrânia em 2022, enfatizando que a situação se agravou e não vê razões para a Rússia retornar às competições esportivas.
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Participação de Atletas da Rússia e Belarus
Para os Jogos Paralímpicos do próximo mês, Rússia e Belarus terão um total de 10 atletas. A Rússia contará com duas vagas no esqui alpino paralímpico, duas no esqui cross-country e duas no snowboard. Já Belarus terá quatro vagas, todas no esqui cross-country.
Após a invasão da Ucrânia, em 2022, os dois países foram banidos das competições paralímpicas. Contudo, em setembro de 2025, as organizações-membro do IPC votaram pela suspensão parcial das sanções, permitindo que recuperassem seus direitos de filiação.
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Bidnyi classificou essa reaproximação como uma “capitulação” que favorece as tentativas da Rússia de melhorar sua imagem após o conflito.
Postura da União Europeia
O ministro também elogiou a decisão de Glenn Micallef, Comissário da União Europeia para a Juventude e o Esporte, que anunciou que não participará da cerimônia de abertura dos Jogos. Bidnyi afirmou que a Ucrânia não estará presente na cerimônia e não participará de eventos oficiais dos Jogos.
Atualmente, um número restrito de atletas russos e bielorrussos compete como neutros, sem bandeiras ou hinos, enquanto os comitês olímpicos dos dois países permanecem sancionados.
