Ministro Dias Toffoli: Polêmicas e Título de Cidadão Honorário em Ribeirão Claro!

Ministro Dias Toffoli, do STF, é alvo de polêmicas após receber título de cidadão honorário em Ribeirão Claro. Descubra os detalhes dessa controvérsia!

3 min de leitura

(Imagem de reprodução da internet).

Ministro Dias Toffoli e o Título de Cidadão Honorário

O ministro Dias Toffoli, do STF (Supremo Tribunal Federal), recebeu em 2017 o título de cidadão honorário da Câmara Municipal de Ribeirão Claro, no Paraná, onde está localizado o resort Tayayá. O empreendimento contava com acionistas que incluem os irmãos e um primo de Toffoli, tendo sido posteriormente vendido a um fundo de investimento vinculado ao Banco Master, de Daniel Vorcaro.

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No decreto que concede o título, destaca-se a “constante atenção” do magistrado ao município, com foco no desenvolvimento e no turismo. O documento também menciona a “atuação exemplar” de Toffoli na manutenção da 23ª Zona Eleitoral de Ribeirão Claro.

Inauguração do Fórum Eleitoral Luiz Toffoli

Em 2019, dois anos após receber a homenagem, Toffoli retornou à cidade para a inauguração do Fórum Eleitoral Luiz Toffoli, nomeado em homenagem ao seu pai. A cerimônia ocorreu em 20 de dezembro de 2019, e o ministro utilizou um avião da FAB (Força Aérea Brasileira) para a viagem, que teve como destino Ourinhos, em São Paulo, a cerca de 40 km de Ribeirão Claro.

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O retorno a Brasília aconteceu em 23 de dezembro.

A CNN tentou contato com o gabinete de Toffoli para obter um posicionamento sobre o episódio, mas não obteve resposta até a publicação deste texto.

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Polêmicas Relacionadas ao Banco Master

As informações sobre o resort surgem em meio a controvérsias sobre a condução das investigações relacionadas ao Banco Master, do qual Toffoli é relator. O presidente da instituição, Daniel Vorcaro, foi preso sob suspeita de fraudes financeiras.

Um fundo de investimento ligado ao caso Master investiu R$ 4,3 milhões na compra de ações do Tayayá Resort.

Dados da Receita Federal indicam que o resort teve como sócios a Maridt Participações S.A, pertencente a Igor Luiz Pires Toffoli e José Eugênio Dias Toffoli, irmãos do ministro. O investimento foi realizado pela Arleen Fundo de Investimento em Participações Multiestratégia, que é administrada pela Reag, mencionada na operação Carbono Oculto por supostas ligações com lavagem de dinheiro.

Transferência de Titularidade e Reações

Atualmente, a família de Toffoli não possui mais participação no resort. Em setembro de 2025, um advogado goiano adquiriu a participação no empreendimento, com as transações de titularidade iniciadas em dezembro de 2024. A Reag não se manifestou sobre o caso quando contatada pela CNN.

A defesa de Daniel Vorcaro nega qualquer envolvimento em fraudes e afirma que o banco nunca foi gestor ou administrador dos fundos mencionados, confiando que as investigações esclarecerão os fatos.

Decisões de Toffoli e Críticas

Após assumir a relatoria do caso do Banco Master, Toffoli utilizou um jatinho para viajar à Final da Libertadores, onde estava um dos advogados da defesa do banco. Em 2026, o ministro fez mudanças na orientação sobre o destino do material apreendido nas investigações.

Em 14 de janeiro, determinou que todos os bens e documentos recolhidos pela PF fossem enviados ao Supremo.

A decisão gerou reações, levando o diretor-geral da PF a solicitar que Toffoli reconsiderasse. O ministro acabou permitindo o acesso da PF aos documentos, mas designou peritos para acompanhar a análise do material. Apesar das críticas, Toffoli afirmou que não pretende se declarar em conflito de interesse e não deixará a relatoria do caso.

Autor(a):

Ex-jogador de futebol profissional, Pedro Santana trocou os campos pela redação. Hoje, ele escreve análises detalhadas e bastidores de esportes, com um olhar único de quem já viveu o outro lado. Seus textos envolvem os leitores e criam discussões apaixonadas entre fãs.

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