O escândalo do Banco Master envolve o ministro Dias Toffoli e um resort ligado à sua família. Descubra os detalhes dessa polêmica que agita o STF!
O caso do Banco Master, que foi liquidado pelo Banco Central (BC), envolve diversos elementos, incluindo fundos de investimento e um resort que teve conexões com o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), e seus familiares. O resort, que anteriormente tinha vínculos diretos com a família do ministro, foi adquirido em abril de 2025.
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A compra das ações do resort, que pertenciam à família Toffoli, foi realizada através de um fundo de investimento gerido pela financeira Reag. Esta instituição foi mencionada na operação Carbono Oculto, sob suspeita de estar ligada a um esquema de lavagem de dinheiro relacionado ao PCC.
A transação ganhou destaque recentemente devido a questionamentos sobre a atuação do ministro no caso do Banco Master.
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O fundo de investimento que gerencia as ações do Tayayá Resort fez um aporte significativo. De acordo com um relatório enviado pelo Banco Central ao TCU, entre julho de 2023 e julho de 2024, o Banco Master e os fundos administrados pela Reag realizaram operações que estavam em desacordo com as normas do Sistema Financeiro Nacional, envolvendo riscos de crédito e liquidez.
Essas operações totalizam R$ 11,5 bilhões, incluindo fundos associados à Reag.
Informações da Receita Federal indicam que o resort já teve a Maridt Participações S.A como sócia, pertencente a Igor Luiz Pires Toffoli e José Eugênio Dias Toffoli, irmãos do ministro. Embora o ministro tenha admitido ser sócio do fundo, seu nome não consta nos registros da Junta Comercial do Estado de São Paulo.
A compra de uma parte do Tayayá Resort foi realizada pelo Arleen Fundo de Investimento em Participações Multiestratégia, conforme registros da CVM de outubro de 2025. A CNN Brasil confirmou que Fabiano Zettel é o único cotista de um fundo que investiu cerca de R$ 20 milhões no fundo Arleen, que adquiriu participação na Tayayá Administração e Investimento, a empresa proprietária do resort no Paraná.
A Arleen é administrada pela Reag e teria investido R$ 16,3 milhões na DGEP Empreendimentos, que também teve Mario Umberto Degani, primo de Toffoli, em seu quadro societário. Assim, a Maridt vendeu sua participação no Tayayá ao Fundo Arleen, que está vinculado à estrutura empresarial do Banco Master.
O ministro Dias Toffoli afirmou que a Maridt se desvinculou completamente do grupo Tayaya Ribeirão Claro em fevereiro de 2025 e que a transação com o Fundo Arleen ocorreu em 2021, antes da ação sobre a compra do Banco Master pelo BRB ser distribuída a ele na Suprema Corte.
Em janeiro, a Reag informou que não comentaria o caso.
A CNN também contatou o gabinete do ministro, o Tayayá Resort, a DGEP e outros mencionados na reportagem. A defesa de Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, negou qualquer envolvimento com fraudes ou operações ilícitas, afirmando que o banco nunca foi gestor ou cotista dos fundos citados.
Recentemente, foi aprovada a quebra dos sigilos do fundo que adquiriu ações do Tayayá Resort, mas o ministro Gilmar Mendes, do STF, anulou essa aprovação.
Autor(a):
Ana Carolina é engenheira de software e jornalista especializada em tecnologia. Ela traduz conceitos complexos em conteúdos acessíveis e instigantes. Ana também cobre tendências em startups, inteligência artificial e segurança cibernética, unindo seu amor pela escrita e pelo mundo digital.