Ministro Dias Toffoli no TSE em 2026
O ministro Dias Toffoli assumirá a presidência do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) nas eleições de 2026, desempenhando um papel crucial em julgamentos significativos. Nos bastidores dos tribunais superiores em Brasília, a expectativa é de que, devido à composição da corte, Toffoli atue como um mediador, influenciando os rumos do TSE durante o pleito.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
A corte será liderada pelo ministro Kassio Nunes Marques, que contará com a presença do ministro André Mendonça. Ambos foram indicados pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e possuem uma tendência mais conservadora. É esperado que eles recebam apoio do ministro do STJ (Superior Tribunal de Justiça) Antônio Carlos Ferreira, que será o corregedor-geral Eleitoral durante a maior parte da campanha do primeiro turno.
Expectativas sobre a atuação da corte
Outro membro do STJ na corte eleitoral é o ministro Villas Bôas Cueva, nomeado por Dilma Rousseff (PT), e que pode alinhar-se mais aos interesses do governo Lula. Os ministros Floriano Azevedo Marques e Estela Aranha, também nomeados por Lula, devem seguir uma linha semelhante.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Se a divisão entre os magistrados se confirmar, Toffoli terá a responsabilidade de emitir o voto decisivo. Além de sua posição no plenário, ele é reconhecido por sua habilidade em construir consensos, o que será fundamental nas negociações sobre a atuação do TSE nas eleições.
Dentre os temas que a corte deverá abordar, destacam-se a impugnação de candidaturas presidenciais, a criação de uma jurisprudência mais robusta sobre o uso de inteligência artificial nas campanhas e a questão da disseminação de fake news, que devem ser cada vez mais relevantes na agenda do tribunal.
