Ministro da Educação aborda resultados do Enamed em coletiva
Em meio à repercussão dos resultados da primeira edição do Enamed (Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica), que levantou questionamentos sobre os critérios da prova, o ministro da Educação, Camilo Santana, convocou uma coletiva na manhã desta quinta-feira (22).
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Durante a entrevista, o ministro afirmou que o MEC reassumiu a responsabilidade de regularizar os cursos superiores federais e privados no Brasil.
Camilo Santana destacou que o objetivo do exame é garantir a qualidade dos cursos de formação médica. Ele enfatizou: “Aqui nós não temos intenção de fazer caça às bruxas ou penalizar intencionalmente ninguém”. Essa coletiva foi uma resposta do governo às preocupações das instituições de ensino superior sobre as consequências dos resultados.
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Críticas e propostas em resposta ao Enamed
O CFM (Conselho Federal de Medicina) emitiu uma nota criticando os resultados do exame, alertando que a situação representa um risco direto à segurança do paciente. A autarquia defende a aprovação urgente do ProfiMed, um exame de proficiência obrigatório para garantir que apenas profissionais qualificados recebam o registro médico.
A Anup (Associação Nacional das Universidades Particulares) também se manifestou, entrando com uma ação para que cursos mal avaliados não sejam punidos. Durante a coletiva, Santana ressaltou a importância do Enamed, mencionando a mudança para avaliações anuais e um acompanhamento mais rigoroso das instituições.
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Ele observou que o exame evidenciou o desempenho das faculdades estaduais e comunitárias, mas expressou preocupação com as instituições privadas com fins lucrativos, onde mais da metade não obteve notas satisfatórias. Segundo o ministro, o Enamed é fundamental para assegurar a formação de bons profissionais, que atuarão em postos de saúde, UPAs e hospitais, cuidando da vida das pessoas.
