Ministro dispara contra greve de caminhoneiros! Renan defende: “Não vale a pena para o caminhoneiro fazer greve”. Crise no transporte nacional! Saiba mais
O ministro dos Transportes, da MDB, expressou sua opinião de que “não vale a pena para o caminhoneiro fazer greve” no momento atual. Ele argumentou que não há um movimento espontâneo em favor da paralisação, mas sim um grupo com interesses diversos e com forte influência política.
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A situação se desenrolou após a decisão de diversos grupos de caminhoneiros de diferentes regiões do Brasil, em reunião na 5ª feira (19.mar.2026), de estenderem a paralisação que já haviam cogitado em todo o país, com nova reunião agendada para a próxima semana.
Renan, em entrevista ao jornal publicada nesta 6ª feira (20.mar), afirmou que as medidas anunciadas na 5ª feira (19.mar) “distensionaram muito” a tensão com os caminhoneiros. Ele destacou que o preço do petróleo, em um cenário de instabilidade global, é um fator agravante, impactando o Brasil. “Acho que não vale a pena para o caminhoneiro fazer greve”, declarou, ressaltando a necessidade de considerar o contexto internacional.
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Renan esclareceu que o governo não está se concentrando no preço médio do frete. Ele explicou que o piso mínimo é um valor individual por quilômetro rodado, e que a intenção não é permitir que as empresas paguem valores abaixo desse mínimo.
Ele enfatizou que muitas vezes são as grandes corporações que não cumprem o piso mínimo, buscando reduzir seus custos. A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) tem o poder de aplicar multas, mas essa medida, até então, não estava surtindo efeito.
Em caso de reincidência e prática recorrente de não cumprimento do piso mínimo, a empresa pode ter seu registro para transportar cassado, com responsabilização dos próprios sócios. A ANTT determinará as consequências para as empresas reincidentes.
A medida provisória busca proporcionalidade, começando com medidas de menor impacto e avaliando a reincidência da empresa.
Renan também comentou sobre as ações do governo, em 12 de março, do presidente (PT) para mitigar o impacto da alta do diesel no Brasil. O governo anunciou a redução de impostos e a criação de subsídio ao combustível, com um investimento de R$ 30 bilhões nas contas públicas até 31 de dezembro de 2026.
Essa medida foi tomada em resposta à alta do preço do petróleo no mercado internacional, associada a tensões envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã.
O diesel é considerado estratégico para a economia brasileira, influenciando o custo do transporte de cargas e, consequentemente, o preço de alimentos e outros produtos. O decreto reforça a fiscalização do mercado de combustíveis, com a ANP ganhando poderes para punir distribuidoras que retiverem estoques sem justificativa ou elevarem preços de forma abusiva.
Para o ministro, as ações não têm caráter populista. “O diesel é um custo representativo para a economia inteira e inflacionário. O governo tem duas alternativas: ou age e tem um custo fiscal, ou deixa o aumento do petróleo impactar no custo de tudo e reduzir o poder de compra das pessoas”, afirmou. “Se o governo retirou o tributo, obrigatoriamente o mercado tem que repassar a redução do tributo.
Senão, ele privatiza o tributo. A única coisa que ele não pode fazer é querer ficar com um tributo que era público e agora virar margem de lucro. Aí é a mesma coisa do frete: o cara não paga a tabela, e o preço abaixo vira margem para ele. Com relação à questão fiscal, faz sentido discutir”, concluiu.
Autor(a):
Marcos Oliveira é um veterano na cobertura política, com mais de 15 anos de atuação em veículos renomados. Formado pela Universidade de Brasília, ele se especializou em análise política e jornalismo investigativo. Marcos é reconhecido por suas reportagens incisivas e comprometidas com a verdade.