Ministro Alexandre Padilha suspende vacinação contra dengue após reações adversas identificadas

Alexandre Padilha anuncia suspensão temporária da vacina contra a dengue após reações adversas. Entenda as implicações dessa decisão para a saúde pública

(Imagem de reprodução da internet).

Suspensão da Vacina contra a Dengue

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou nesta segunda-feira (8) que a interrupção temporária da vacinação contra a dengue, desenvolvida pelo Instituto Butantan, foi motivada pela identificação de reações adversas. A decisão segue os protocolos de segurança estabelecidos pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI).

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Durante uma coletiva de imprensa, Padilha enfatizou que essa medida reflete o compromisso das autoridades sanitárias com a ciência e a proteção da população.

“Uma das fortalezas do nosso Programa Nacional de Imunização, que reforça cada vez mais sua credibilidade, é sempre seguir a ciência, as evidências científicas, trabalhar sempre com a lógica da proteção da população brasileira”, declarou o ministro.

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Ele também elogiou o papel do Butantan na produção de vacinas no Brasil, ressaltando que o instituto é motivo de orgulho para o sistema de saúde e tem ampliado sua capacidade de inovação e produção.

Cobertura Vacinal e Importância da Vacinação

Na coletiva, Padilha destacou que o Brasil alcançou em 2025 a maior cobertura vacinal dos últimos nove anos. Ele informou que índices que estavam abaixo de 80% superaram a marca de 90% no ano passado. O ministro também mencionou a relevância da vacinação contra o sarampo para viajantes que se dirigem a países como Estados Unidos, México e Canadá, sublinhando a necessidade de manter a proteção contra doenças imunopreveníveis.

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Avanço da Dengue no Brasil

Ao abordar a situação da dengue no país, Padilha classificou a doença como uma das maiores emergências sanitárias enfrentadas pelo Brasil nas últimas décadas. Ele informou que os dados mostram uma redução significativa dos casos em 2026 em comparação ao pico da epidemia registrado em 2024.

Segundo o Ministério da Saúde, houve uma queda de 92% no número de casos nos primeiros cinco meses deste ano em relação ao mesmo período de 2024.

Apesar da diminuição, Padilha alertou que a dengue ainda causa mortes, com 178 óbitos registrados no país em 2026. “O tema da dengue provoca impacto na vida do povo brasileiro, das famílias, da economia local e das vidas que se perdem”, afirmou.

O Ministério da Saúde e o Butantan devem divulgar em breve novas informações sobre a investigação das reações adversas e os critérios para a retomada da vacinação.