Anita Anand, ministra das Relações Exteriores do Canadá, revela a trágica morte de uma cidadã nas mãos do Irã. Entenda os detalhes dessa situação alarmante!
Uma cidadã canadense faleceu “nas mãos das autoridades iranianas”, conforme anunciou a ministra das Relações Exteriores do Canadá, Anita Anand, nesta quinta-feira (15). Detalhes sobre o caso não foram revelados. “Nossos funcionários consulares estão em contato com a família da vítima no Canadá e meus mais profundos sentimentos estão com eles neste momento”, afirmou Anand.
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A identidade da vítima e a data de sua morte não foram divulgadas.
De acordo com a Human Rights Activists News Agency (HRANA), mais de 2.400 manifestantes perderam a vida na repressão aos protestos antigovernamentais no Irã, que começaram há pouco mais de duas semanas. A CNN não conseguiu confirmar esses números.
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Anand destacou que “protestos pacíficos do povo iraniano – exigindo que suas vozes sejam ouvidas diante da repressão do regime iraniano e das contínuas violações dos direitos humanos – levaram o regime a desrespeitar flagrantemente a vida humana”.
Ela acrescentou: “Essa violência precisa acabar. O Canadá condena e exige o fim imediato da violência do regime iraniano”. Os protestos no Irã, que começaram no final de dezembro, representam um desafio significativo ao regime, inicialmente motivados pela inflação desenfreada, mas que rapidamente se transformaram em manifestações mais amplas contra o governo.
A inflação atingiu níveis alarmantes na semana passada, com o aumento drástico nos preços de produtos essenciais, como óleo de cozinha e frango, levando alguns itens a desaparecerem das prateleiras. A situação se agravou após a decisão do banco central de encerrar um programa que permitia a alguns importadores acessar dólares americanos a preços mais baixos, resultando em aumentos de preços e fechamento de lojas.
A decisão dos bazaaris, tradicionalmente alinhados à República Islâmica, reflete a gravidade da crise. O governo reformista tentou aliviar a pressão com transferências diretas de quase US$ 7 por mês, mas essa medida não foi suficiente para conter a insatisfação popular.
Organizações de direitos humanos relataram que centenas de pessoas foram mortas desde o início dos protestos, enquanto o presidente dos EUA, Donald Trump, ameaçou atacar o Irã caso as forças de segurança reagissem com violência.
O líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, respondeu a Trump, pedindo que ele “foque em seu próprio país” e culpou os EUA por incitar os protestos.
Autor(a):
Com formação em Jornalismo e especialização em Saúde Pública, Lara Campos é a voz por trás de matérias que descomplicam temas médicos e promovem o bem-estar. Ela colabora com especialistas para garantir informações confiáveis e práticas para os leitores.