Ministério Público do Maranhão denuncia Carolina Sthela Ferreira dos Anjos e Michael Bruno Lopes

Carolina Sthela Ferreira dos Anjos e Michael Bruno Lopes enfrentam graves acusações, incluindo tortura e tentativa de homicídio.

04/07/2026 17:29

3 min

Empresária Carolina Sthela Ferreira dos Anjos é suspeita de tortura
Empresária Carolina Sthela Ferreira dos Anjos é suspeita de tort...

O Ministério Público do Maranhão apresentou uma denúncia criminal contra a empresária Carolina Sthela Ferreira dos Anjos e o policial Michael Bruno Lopes Santos. Ambos são acusados de tortura, tentativa de homicídio qualificado e tentativa de aborto contra Samara Regina Dutra Soares, de 19 anos, que estava grávida de seis meses na época dos fatos, em abril deste ano, no município de Paço do Lumiar, na região metropolitana de São Luís.

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Conforme informado pelo MinistérioPúblico, Carolina e Michael estão atualmente presos. Até o fechamento desta matéria, a reportagem tentou contato com as defesas dos envolvidos, mas não obteve resposta. O espaço permanece aberto para manifestações.

Detalhes da acusação

A denúncia formal foi recebida pela Justiça na quinta – feira (2) e é assinada pela promotora Nahyma Ribeiro Abas. Segundo a promotora, Samara havia sido contratada verbalmente para prestar serviços domésticos na casa de Carolina. No dia 17 de abril, após ser acusada no dia anterior de roubar um anel, ela foi submetida a agressões com o intuito de forçá – la a confessar o suposto furto.

Durante as agressões, Michael Bruno utilizou uma arma de fogo e desferiu uma coronhada na testa da jovem, arrastando – a pelos cabelos. A vítima foi mantida em posição de joelhos sob a mira da arma enquanto era alvo de pressões psicológicas. Os agressores chegaram a ameaçar dopá – la para levá – la escondida em um veículo até um sítio, onde pretendiam matá – la, conforme relatado pelo Ministério Público.

A Promotoria destacou que o anel foi posteriormente encontrado em um cesto de roupas, provando que nunca havia sido furtado; ele havia sido esquecido pela própria patroa. Mesmo depois da joia ter sido localizada, Carolina continuou agredindo Samara com socos e tapas enquanto Michael a imobilizava.

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A jovem se curvou sobre seu ventre para proteger o feto durante as violências sofridas.

Provas reunidas e próximos passos

A materialidade e autoria dos crimes foram sustentadas por exames periciais que comprovaram as lesões em Samara, incluindo perda auditiva. Também foram considerados laudos que mostraram o histórico de acionamento da Polícia Militar pelo número 190.

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Além disso, dois áudios apreendidos pela Polícia Civil revelaram detalhes das agressões por parte da empresária.

Nas gravações, Carolina admite ter agredido Samara com intensidade suficiente para deixar sua mão inchada. Quando questionada sobre sua intenção ao ferir a vítima, afirmou que “não era nem para ter saído viva”. Diante das evidências coletadas, a promotora Nahyma Ribeiro Abas solicitou que os acusados sejam julgados pelo Tribunal do Júri e pediu a manutenção das prisões preventivas.

O Ministério Público também se manifestou contra o pedido de sigilo feito pela defesa dos réus, argumentando que a fase investigativa já está concluída e que o caso tem grande interesse social e repercussão pública.

Marcos Oliveira é um veterano na cobertura política, com mais de 15 anos de atuação em veículos renomados. Formado pela Universidade de Brasília, ele se especializou em análise política e jornalismo investigativo. Marcos é reconhecido por suas reportagens incisivas e comprometidas com a verdade.

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