Ministério Público de São Paulo contesta edital de contratação de policiais militares para escolas

O Ministério Público de São Paulo contesta edital de contratação de policiais militares para escolas, apontando inconstitucionalidades e falta de transparência.

16/05/2026 15:46

2 min

Ministério Público de São Paulo contesta edital de contratação de policiais militares para escolas
(Imagem de reprodução da internet).

Ministério Público de São Paulo se posiciona contra edital de contratação de policiais militares

O Ministério Público do Estado de São Paulo emitiu um parecer favorável à anulação do edital que visa a contratação de policiais militares da reserva como monitores no Programa Escola Cívico-Militar. O órgão alega que a seleção de 300 agentes para as escolas paulistas apresenta inconstitucionalidades, como a violação da regra de concurso público e a ausência de uma previsão orçamentária detalhada.

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O parecer do MPSP ressalta que as funções atribuídas aos monitores militares são essencialmente operacionais e burocráticas, semelhantes às dos Agentes de Organização Escolar. O promotor de Justiça João Paulo Faustinoni e Silva, responsável pelo documento, afirma que essas atividades requerem investidura por meio de concurso público, conforme estipulado pela Constituição Federal e pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB).

Acúmulo de renda e impacto orçamentário

Outro ponto importante na alegação de ilegalidade é a acumulação indevida de remuneração. O MPSP argumenta que o pagamento de “vencimentos” ou “diárias” aos policiais da reserva, ao mesmo tempo em que recebem proventos de aposentadoria, infringe o Artigo 37 da Constituição.

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Além disso, o órgão destaca que o governo não apresentou a estimativa de impacto orçamentário-financeiro exigida pelo Ato das Disposições Constitucionais Transitórias.

A análise da Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2025 não identificou espaço para o programa, o que comprometeria a transparência nos gastos públicos com pessoal. A Procuradoria Geral do Estado de São Paulo (PGE-SP) defende que a militarização traz benefícios à gestão escolar e está respaldada por leis federais.

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Resposta do governo e andamento do processo

Em resposta à CNN Brasil, a PGE-SP informou que se manifestará nos autos do processo. Recentemente, uma decisão judicial permitiu que a gestão de Tarcísio de Freitas (Republicanos) desse continuidade ao processo seletivo. Apesar da autorização judicial, o parecer do MPSP reforça o pedido de nulidade do certame no mérito da ação popular.

O governo estadual planeja que os primeiros monitores comecem suas atividades nas 100 escolas selecionadas em setembro deste ano.

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Com formação em Jornalismo e especialização em Saúde Pública, Lara Campos é a voz por trás de matérias que descomplicam temas médicos e promovem o bem-estar. Ela colabora com especialistas para garantir informações confiáveis e práticas para os leitores.

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