Ministério Público de São Paulo conclui alegações finais em escândalo de corrupção ligado ao PCC

Ministério Público de São Paulo apresenta alegações finais em caso de corrupção ligado ao PCC, envolvendo policiais civis e crimes graves. Descubra os detalhes!

(Imagem de reprodução da internet).

Ministério Público de São Paulo Apresenta Alegações Finais em Caso de Corrupção

Nas alegações finais do processo envolvendo 11 réus em um esquema de corrupção e lavagem de dinheiro vinculado ao PCC (Primeiro Comando da Capital), o Ministério Público de São Paulo afirma que os acusados, incluindo policiais civis, têm promovido a facção desde 2018.

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A investigação conduzida pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) resultou no processo atual, que se baseou na análise de diversos relatórios de inteligência e financeiros, além da delação premiada de Vinícius Gritzbach, identificado como “delator do PCC” e que atuava no Aeroporto de Guarulhos.

De acordo com a acusação, os fatos investigados estão inseridos na “economia do crime” da facção, que utilizava imóveis, veículos de luxo e empresas de fachada para ocultar a origem ilícita dos recursos. O MP também enfatiza o papel dos agentes públicos envolvidos. “Policiais civis de diferentes departamentos desempenharam um papel crucial para alcançar os objetivos da organização criminosa, utilizando suas funções para facilitar os interesses da facção e atuar como uma rede de proteção para seus membros, promotores e financiadores, diretos e indiretos”, destaca um trecho do memorial.

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Crimes Citados pelo Ministério Público

O Ministério Público elenca diversos crimes atribuídos aos policiais, incluindo: corrupção passiva, peculato e lavagem de dinheiro, entre janeiro de 2015 e novembro de 2023; solicitação de vantagem indevida (como relógios e dinheiro em espécie) de Vinícius Gritzbach; associação criminosa para recebimento de vantagem econômica indevida; dissimulação de bens e valores obtidos por meio de infrações penais; e apropriação de bens cuja posse era devida ao cargo, como relógios Rolex.

O MP ressalta que policiais do DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa), um dos maiores da Polícia Civil, “subtraíam relógios de investigados, prometiam depor em favor deles em juízo, vazavam informações sigilosas para a cúpula da facção e mantinham comunicação aberta com líderes da organização criminosa”.

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Além da condenação dos réus por crimes, o Gaeco solicita indenização por dano moral coletivo e social no valor de R$ 40 milhões por réu, totalizando R$ 440 milhões.

Identificação dos Réus

Os réus acusados incluem: Ademir Pereira de Andrade, considerado agiota e operador financeiro do PCC; Ahmed Hassan Saleh, advogado e operador para o “Cebola” do PCC; Eduardo Lopes Monteiro, investigador da Polícia Civil de São Paulo; Fábio Baena Martin, delegado da Polícia Civil de São Paulo; e outros investigadores e agentes da Polícia Civil.

Além dos 11 réus, um outro delegado foi mencionado na denúncia, mas o Ministério Público pede sua absolvição por falta de provas.

O Gaeco também solicita a absolvição do delegado Fábio Baena e do investigador Eduardo Lopes Monteiro dos crimes de associação criminosa, corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Todos os réus estão afastados da corporação, mas sem prejuízo de vencimentos, conforme dados da Secretaria de Segurança Pública.

A CNN Brasil busca contato com a defesa dos réus mencionados na reportagem.

Andamento do Processo

Após a denúncia do Gaeco recebida em 27 de fevereiro de 2025, a fase de instrução do processo, onde a acusação apresenta as provas necessárias, incluiu 13 audiências com 61 testemunhas ouvidas, além do interrogatório dos réus. Ao final da instrução, as partes têm prazos para apresentar seus pedidos.

Recentemente, os promotores do Ministério Público apresentaram suas alegações finais. Em seguida, as defesas poderão solicitar a absolvição dos réus, e o juiz proferirá a sentença.

A ação penal está em sigilo na 1ª Vara de Crimes Tributários, Organização Criminosa e Lavagem de Bens e Valores da Capital. Em nota, a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo informou que seis policiais civis investigados permanecem custodiados no presídio da Polícia Civil.

A secretaria reafirma seu compromisso com a legalidade e a responsabilização de eventuais irregularidades, destacando que os procedimentos correcionais estão em andamento pela Corregedoria da Instituição.