Ministério lança CIMS para combater feminicídio! 🚨 Nova iniciativa integrada busca inteligência e união dos poderes contra a violência. Welington Lima e Márcia Lopes detalham o projeto inovador. Saiba mais!
O Ministério da Justiça e Segurança Pública apresentou na quarta-feira, 25 de março de 2026, o CIMS (Centro Integrado Mulher Segura). A iniciativa visa fortalecer o combate à violência contra a mulher, reunindo dados estratégicos e conectando diferentes fontes de informação.
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O objetivo é promover a prevenção, a proteção das vítimas e a responsabilização dos agressores, além de apoiar operações para localizar e prender autores de violência.
O ministério identificou dois desafios importantes para a segurança pública: a fragmentação de dados e a falta de integração entre os sistemas existentes. O CIMS atuará como um núcleo nacional de inteligência, analisando e compartilhando informações estratégicas para auxiliar na tomada de decisões e no aprimoramento de políticas públicas.
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A estrutura se integra ao Pacto Nacional Brasil Contra o Feminicídio, um acordo firmado em fevereiro entre os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário.
O ministro da Justiça e Segurança Pública, Welington Lima, destacou a importância do CIMS como um avanço no uso da tecnologia para combater crimes contra mulheres. Ele enfatizou a necessidade de uma abordagem estatal abrangente, com o envolvimento dos Três Poderes, o uso de dados para prevenção e a união de esforços entre as instituições. “É urgente romper com a cultura de ódio e reafirmar o cuidado, o respeito e a defesa da vida e da autonomia feminina como prioridade nacional”, declarou.
A ministra das Mulheres, Márcia Lopes, ressaltou que o centro qualificará o uso de dados e fortalecerá a articulação entre os entes federativos e o sistema de justiça. O monitoramento, segundo ela, ampliará a confiança nas denúncias e fortalecerá a responsabilização dos agressores.
O CIMS funcionará em Brasília, integrado a uma rede nacional com 27 salas de situação, distribuídas em todos os estados brasileiros.
O centro desenvolverá um monitoramento contínuo, identificando padrões e antecipando riscos. A atuação será baseada em policiamento orientado pela inteligência, utilizando dados de registros de ocorrência, monitoramento eletrônico e denúncias recebidas através dos canais 180 e 190.
A integração dessas informações permitirá respostas mais rápidas e eficazes. O ministério acredita que essa abordagem, combinada com a tecnologia, representará um avanço significativo no combate à violência doméstica.
Além do CIMS, o Ministério da Justiça lançará no primeiro semestre o programa Alerta Mulher Segura. A iniciativa visa oferecer maior segurança a mulheres vítimas de agressão e violência doméstica, através da implementação de um sistema de monitoramento em tempo real.
As vítimas receberão um relógio que emitirá um alerta caso o agressor se aproxime, acionando automaticamente as autoridades de segurança.
Inicialmente, o programa atenderá cerca de 5.000 mulheres, com um investimento de R$ 25 milhões, em parceria com os estados. O dispositivo, integrado a uma tornozeleira eletrônica do agressor, garantirá uma resposta imediata em situações de risco.
Autor(a):
Apaixonada por cinema, música e literatura, Júlia Mendes é formada em Jornalismo pela Universidade Federal de São Paulo. Com uma década de experiência, ela já entrevistou artistas de renome e cobriu grandes festivais internacionais. Quando não está escrevendo, Júlia é vista em mostras de cinema ou explorando novas bandas independentes.