Ministério da Saúde tranquiliza sobre Hantavírus em Cruzeiro e casos no Paraná

Ministério da Saúde tranquiliza sobre Hantavírus em Cruzeiro: casos em navio não representam risco no Brasil. Entenda a situação atual e os dados recentes.

Ministério da Saúde sobre Hantavírus em Cruzeiro

O Ministério da Saúde esclareceu que os casos de Hantavírus confirmados em passageiros do navio de cruzeiro MV Hondius, que tem histórico de navegação na América do Sul, não representam riscos para a disseminação da doença no Brasil. Até o momento em 2026, o país registrou um óbito e sete casos de contaminação pelo vírus, com uma tendência de redução, segundo informações do ministério.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Na última semana, a Secretaria de Estado da Saúde do Paraná confirmou dois casos de hantavírus no estado, enquanto outros 21 foram descartados e 11 permanecem em investigação.

De acordo com o ministério, tanto a morte quanto os casos confirmados no Paraná não estão relacionados às contaminações ocorridas no navio de cruzeiro. “Não há registro da circulação do genótipo Andes no Brasil, que está associado a episódios raros de transmissão interpessoal registrados na Argentina e no Chile, e que circula no navio.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Os casos humanos no Brasil não apresentam transmissão entre pessoas”, afirmou o Ministério da Saúde.

Histórico da Doença no Brasil

Desde a identificação da doença no Brasil em 1993 até dezembro de 2025, foram confirmados 2.412 casos e 926 óbitos. O Ministério da Saúde continua a monitorar a ocorrência de contaminações pelo vírus, e os dados indicam uma tendência de redução, já que em 2025 o país registrou 35 casos e 15 óbitos, o menor número desde o início da série histórica recente.

Leia também

Em Minas Gerais, um homem de 46 anos, residente em Carmo do Paranaíba, faleceu após ser diagnosticado com a doença, tendo histórico de contato com roedores silvestres em uma lavoura.

Os primeiros sintomas do homem surgiram em 2 de fevereiro, com cefaleia inicial. Quatro dias depois, ele buscou atendimento médico apresentando febre, dor muscular, nas articulações e na região lombar. O secretário de Estado de Saúde, Fábio Baccheretti, ressaltou que não há motivo para alarme, afirmando que “muitas pessoas ficaram preocupadas, mas é importante esclarecer que não há transmissão de pessoa para pessoa.

O vírus circula em roedores silvestres, especialmente em áreas rurais. São casos isolados, como já ocorreram em outros anos no estado”.

Medidas de Prevenção e Monitoramento

Apesar de serem considerados casos isolados, a Secretaria de Saúde reforçou as medidas de prevenção para a doença, especialmente para aqueles que vivem ou trabalham em áreas rurais. “A principal orientação é evitar varrer locais com poeira seca, onde possam estar fezes ou urina de roedores.

O ideal é ventilar o ambiente, umedecer o piso antes da limpeza e manter alimentos e resíduos bem protegidos”, destacou Baccheretti.

A Secretaria de Estado da Saúde do Paraná (Sesa) informou que os casos de hantavírus confirmados em 2026 não têm relação com o episódio do cruzeiro. Os casos foram identificados em Pérola d’Oeste e Ponta Grossa. A Sesa realiza monitoramento contínuo da circulação do hantavírus no estado, com vigilância ativa de roedores silvestres em áreas rurais onde houve confirmação de casos humanos, assegurando que a doença está controlada e não há motivos para preocupação.

Informações sobre o Hantavírus

A hantavirose é uma doença de notificação compulsória imediata, transmitida aos humanos principalmente pela inalação de partículas presentes na urina, fezes e saliva de roedores silvestres infectados. Outras formas de contágio incluem o contato do vírus com mucosas, arranhões ou mordidas desses animais.

Quando se desenvolve, o vírus pode causar a Síndrome Cardiopulmonar por Hantavírus (SCPH) e, em casos mais graves, a síndrome da angústia respiratória aguda (SARA), que pode levar a edema pulmonar não cardiogênico e insuficiência respiratória aguda.

A identificação da doença foi confirmada pela OMS na última terça-feira (5). As investigações indicam que a transmissão ocorreu de pessoa para pessoa a bordo do navio, que partiu de Ushuaia, na Argentina, no mês anterior. O Ministério da Saúde destacou que a transmissão entre pessoas é considerada limitada e geralmente ocorre em contatos próximos e prolongados, mas ambientes como navios de cruzeiro exigem atenção devido à grande circulação de pessoas e ao compartilhamento de espaços fechados.