Ministério da Fazenda lança marco regulatório para mercado de carbono em 2026
Ministério da Fazenda cria Mercado de Carbono com metas até 2030. Secretária Cristina Reis anunciou as primeiras ações da Secretaria Extraordinária. O SBCE será implementado para regular o mercado até 2030
O Ministério da Fazenda tem o prazo até dezembro de 2026 para finalizar todas as normas que regem o mercado de carbono. A secretária extraordinária do Mercado de Carbono, Cristina Reis, anunciou oficialmente a medida nesta quinta-feira, 27 de novembro de 2025.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Ela detalhou as primeiras ações da Secretaria Extraordinária do Mercado de Carbono, que tem como objetivo principal o desenvolvimento e a regulamentação desse mercado.
Ações Iniciais da Secretaria
A nova secretaria, que conta com 21 funcionários, será responsável por coordenar e implementar o Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões (SBCE), com o objetivo de iniciar seu funcionamento até 2030. Além disso, a secretaria fortalecerá o Plano de Transformação Ecológica do país.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
As metas iniciais incluem promover a convergência de ideias entre os principais interessados no SBCE, através de comunicação, treinamento e participação, elaborar uma proposta para a criação do Órgão Gestor Permanente do SBCE e desenvolver as infraestruturas necessárias para o Monitoramento, Relato e Verificação, além do Registro Central.
Importância e Perspectivas do Mercado de Carbono
Cristina Reis destacou a importância do mercado de carbono do ponto de vista socioambiental, ressaltando que, embora seja uma ferramenta importante, não representa uma solução única para a mitigação das emissões. Ela também a definiu como uma “política industrial”, envolvendo aspectos de política, ciência, tecnologia e inovação, além de políticas de comércio e investimento.
Leia também:
Dívida Pública Brasileira deve ultrapassar 82% do PIB até 2026, alerta economista do Banco Inter
Dívida Pública Brasileira Ultrapassa R$ 10 Trilhões e Aumenta Pressão nas Contas Públicas em 2025
Corinthians Aumenta Dívida para União Federal a R$ 2,7 Bilhões – Crise Financeira no Clube
O secretário-executivo da Fazenda, Dario Durigan, complementou, mencionando o “potencial” do mercado de carbono para a economia, gerando novas receitas para o setor público e incentivando medidas para o setor privado.
Mercado Regulado vs. Mercado Voluntário
O mercado regulado de carbono é um sistema criado para limitar a emissão de gases de efeito estufa, como o dióxido de carbono (CO₂). No modelo, empresas de setores intensivos em emissões, como energia, agronegócio, transporte e indústria, recebem ou compram permissões para emitir uma certa quantidade de poluentes.
Se emitirem menos do que o permitido, podem vender os créditos excedentes. Caso contrário, precisam comprar créditos de outras empresas para compensar o excesso. Diferente desse modelo, o mercado voluntário de carbono é impulsionado por empresas e indivíduos que compram créditos por iniciativa própria, como parte de compromissos ambientais ou estratégias de marketing sustentável.
Autor(a):
Bianca Lemos
Ambientalista desde sempre, Bianca Lemos se dedica a reportagens que inspiram mudanças e conscientizam sobre as questões ambientais. Com uma abordagem sensível e dados bem fundamentados, seus textos chamam a atenção para a urgência do cuidado com o planeta.












