Ministério da Agricultura prevê aumento nas exportações de carne bovina para os EUA em 2026
A queda na produção de carne bovina nos EUA e o crescimento da classe média na China devem impulsionar as exportações brasileiras em 2026
Oportunidades para exportações brasileiras de carne bovina
A combinação da queda na produção de carne bovina nos Estados Unidos com o crescimento da classe média na China deve criar novas oportunidades para as exportações brasileiras de proteína animal. A avaliação é de Cleber Soares, secretário-executivo do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), apresentada durante o Outlook Forum, evento anual do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), realizado em fevereiro de 2026.
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Soares destacou que os americanos reconhecem um declínio natural na produção de alimentos, especialmente de carne bovina. “O rebanho está diminuindo, há redução do número de matrizes e envelhecimento dos produtores rurais”, afirmou. Essa mudança estrutural deve aumentar a necessidade dos Estados Unidos de importar carne bovina, beneficiando o Brasil.
Ele mencionou que a previsão inicial de contratos para 2026 era de cerca de 280 mil toneladas, mas esse volume já teria alcançado aproximadamente 320 mil toneladas no primeiro semestre.
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Crescimento da classe média chinesa
Outro fator importante é a expansão da classe média na China. Soares informou que a população de classe média do país, atualmente estimada em 400 milhões de pessoas, pode chegar a 700 milhões até 2032. “O aumento da renda leva naturalmente ao maior consumo de proteína animal, especialmente carne bovina”, afirmou.
Para o secretário, poucos alimentos têm uma relação tão direta entre crescimento da renda e aumento do consumo quanto a carne bovina, o que reforça as expectativas positivas para o setor.
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