Ministério da Saúde, Butantan e MSD Unem Forças para Produção Nacional de Imunoterápico
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou na quinta-feira, 26 de março de 2026, uma importante iniciativa: o Ministério da Saúde, em colaboração com o Instituto Butantan e a farmacêutica MSD Brasil, iniciará a fabricação nacional do pembrolizumabe.
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Trata-se de um medicamento imunoterápico utilizado no tratamento de 39 tipos de câncer, com o objetivo de reduzir custos e ampliar o acesso ao tratamento através do Sistema Único de Saúde (SUS). A notícia foi divulgada durante o evento “Diálogo Internacional – Desafios e Oportunidades para a Cooperação em Tecnologias em Saúde”, realizado no Rio de Janeiro e que reuniu representantes de 20 países e instituições de saúde brasileiras.
Custo Elevado no Setor Privado e Busca por Acessibilidade
Atualmente, o custo de cada frasco do pembrolizumabe na rede privada é de aproximadamente R$ 27.000, um valor significativamente superior ao que o SUS pretende oferecer. O SUS, até o momento, disponibiliza o medicamento exclusivamente para pacientes com melanoma, o tipo mais agressivo de câncer de pele.
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O acesso a outros tipos de câncer é restrito e depende de solicitação direta da Secretaria de Saúde local ou de uma ação judicial. No setor privado, o medicamento, comercializado como Keytruda, alcança quase R$ 30.000.
Novos Tipos de Câncer e Próximos Passos
A produção nacional do pembrolizumabe visa diminuir esse custo e tornar o tratamento acessível a um número maior de pacientes oncológicos que dependem do SUS. A Conitec (Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS) avaliará a ampliação do uso do medicamento.
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A expectativa é que ele seja aprovado para o tratamento de outros quatro tipos de câncer: esôfago, colo de útero, pulmão e mama triplo negativo. A votação sobre a aprovação está agendada para os dias 8 e 9 de abril.
Parceria Estratégica e Beneficiários Diretos
A parceria envolve o Ministério da Saúde, responsável pela definição da política pública, o Instituto Butantan, que será responsável pela transferência da tecnologia de produção, e a MSD Brasil, a farmacêutica detentora da tecnologia do medicamento.
Os beneficiários diretos serão os pacientes oncológicos atendidos pelo SUS. A iniciativa representa um avanço significativo no acesso a tratamentos de ponta para pacientes com câncer no Brasil.
