Preços do minério de ferro disparam em meio a novas restrições da China à BHP! Descubra como isso afeta o mercado global e as preocupações com a oferta.
Os preços do minério de ferro registraram uma alta nesta sexta-feira (6), impulsionados pela ampliação das restrições de compra de algumas cargas marítimas da BHP pela China. Essa situação gerou preocupações sobre a oferta, superando a queda na demanda.
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O contrato de minério de ferro mais negociado na DCE (Bolsa de Mercadorias de Dalian) da China encerrou o dia com um aumento de 1,38%, alcançando 772 iuanes (US$ 111,90) por tonelada. Ao longo da semana, o contrato acumulou um ganho de 2,54%. Na Bolsa de Cingapura, o minério de ferro de referência para abril subiu 1,53%, atingindo US$ 101,55 por tonelada, com um avanço de 3,24% até o momento na semana.
Ambas as referências do minério de ferro alcançaram máximas de um mês no início das negociações nesta sexta-feira. O comprador estatal de minério de ferro da China orientou diversos traders a reduzirem a compra de cargas marítimas dos principais produtos da BHP, como os finos Mac e finos Newman, em meio a uma disputa contratual que se arrasta há meses.
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A China já havia imposto restrições às siderúrgicas e traders nacionais, proibindo a compra dos finos Jimblebar da BHP desde setembro e estendendo a proibição aos finos Jinbao em novembro. Essas novas restrições intensificaram os temores sobre a disponibilidade de algumas cargas marítimas, considerando que a BHP é a terceira maior produtora de minério de ferro do mundo e uma fornecedora crucial para o mercado global.
Apesar da alta nos preços, os ganhos foram limitados pela demanda vacilante por minério, em meio a restrições de produção persistentes nas usinas siderúrgicas do norte da China. A produção média diária de ferro-gusa, um indicador da demanda por minério de ferro, caiu 2,4%, atingindo 2,28 milhões de toneladas em 5 de março, o nível mais baixo desde dezembro, conforme dados da consultoria Mysteel.
Além disso, a China reiterou seu compromisso em combater o excesso de capacidade no setor de aço e em outras áreas, conforme um relatório divulgado durante a reunião parlamentar anual, o que pode reduzir ainda mais o apetite por matérias-primas.
Autor(a):
Com formação em Jornalismo e especialização em Saúde Pública, Lara Campos é a voz por trás de matérias que descomplicam temas médicos e promovem o bem-estar. Ela colabora com especialistas para garantir informações confiáveis e práticas para os leitores.