Documentário Expõe Conflitos e Desafios da Mineração no Brasil
O Brasil de Fato e a Fundação Rosa Luxemburgo promovem o lançamento do documentário “Mineração, Lucro e Devastação” nesta quinta-feira (19). O evento acontecerá na Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP), a partir das 20h, na Sala Barão de Ramalho.
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O debate reunirá especialistas para analisar os desafios de uma transição energética justa e sustentável, com ênfase no impacto da mineração. Participarão Kaya Alice de Wolff, professora da Freie Universität Berlin, e Rafael Diniz-Pucci, professor da Faculdade de Direito da USP.
Ambos discutirão a relação entre meio ambiente, economia e a regulação jurídica, com foco nas dinâmicas do Sul Global.
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O filme aborda as contradições da agenda climática global, evidenciando a crescente demanda por minerais estratégicos – como lítio, cobre e níquel – e seus efeitos sobre territórios vulneráveis. O documentário apresenta relatos sobre os impactos da mineração, incluindo a contaminação da água, o adoecimento de comunidades locais e as transformações econômicas em regiões dependentes do extrativismo.
Além disso, questiona se a chamada “economia verde” pode realmente mitigar desigualdades históricas.
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Segundo Monyse Ravena, coordenadora de Jornalismo do Brasil de Fato, a produção se alinha à prioridade da organização em abordar a exploração do meio ambiente e seus impactos na sociedade brasileira. O documentário representa uma materialização da visão popular dos fatos, buscando promover um debate interdisciplinar de alcance internacional.
Elisangela Soldatelli, diretora do filme e coordenadora do Programa Latino-Americano de Clima e Energia da Fundação Rosa Luxemburgo, ressalta a importância de considerar quem arca com os custos da extração mineral e quais territórios são afetados.
Katarine Flor, coordenadora de comunicação da Fundação Rosa Luxemburgo, complementa, afirmando que o debate sobre a transição energética é frequentemente apresentado como inevitável e consensual, o que o documentário busca desmistificar.
“O documentário procura mostrar que, sem enfrentar as estruturas econômicas e políticas que sustentam o modelo extrativista, existe o risco de repetir antigas formas de devastação em nome de uma nova economia verde”, conclui Flor.
