Militares israelenses ordenam retirada em Tiro, Líbano, diante de tensões com o Hezbollah

Militares israelenses ordenam retirada em Tiro, Líbano, em meio a tensões com o Hezbollah. Descubra os detalhes dessa situação crítica e suas implicações.

(Imagem de reprodução da internet).

Militares israelenses ordenam retirada em Tiro, Líbano

Na terça-feira (9), as Forças de Defesa de Israel (IDF) emitiram uma ordem de retirada para os moradores da cidade libanesa de Tiro, incluindo o bairro cristão, em preparação para possíveis ataques. O coronel Avichay Adraee, em uma publicação no X, destacou que a ordem se aplica também aos residentes dos campos de refugiados: Shabrieha, Hammadiya, Jal al-Bahr, Zaqqouk al-Mfadi, Al-Bass, Al-Maashouq, Burj al-Shamali, Nabaa, Al-Hawsh, Al-Rashidiya e Ain Baal.

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Adraee alertou que, devido à violação do acordo de cessar-fogo pelo Hezbollah e aos ataques à frente interna israelense, as Forças de Defesa se veem obrigadas a agir com firmeza. Ele enfatizou que as IDF não têm a intenção de prejudicar os civis.

Anteriormente, as ordens de retirada não incluíam o bairro cristão, mas os militares afirmaram que militantes do Hezbollah estavam operando na região.

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Risco para moradores e tensões regionais

Os militares israelenses advertiram que qualquer movimento ao sul do rio Zahrani poderia colocar a vida dos moradores em risco. A nova ordem de retirada ocorre em um contexto de crescente fragilidade na região. Israel se preparava para um ataque significativo contra o Irã na segunda-feira (8), quando o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, contatou o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, conforme informações de fontes israelenses e autoridades dos EUA.

Na mesma segunda-feira, o Irã anunciou a suspensão de suas operações militares contra Israel. O Exército iraniano, em comunicado, afirmou que, caso as agressões e atos hostis continuem, medidas muito mais severas do que as anteriores serão adotadas, especialmente no sul do Líbano.

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Retomada de ataques no Oriente Médio

Forças israelenses realizaram uma ofensiva em uma instalação de energia no Irã, marcando o primeiro ataque desde o cessar-fogo de 8 de abril. Relatos indicam que alvos no complexo petroquímico de Mahshahr foram atingidos, resultando em danos à planta.

Os Houthis do Iémen, aliados do Irã, prometeram bloquear a navegação marítima israelense no Mar Vermelho e reivindicaram a autoria do primeiro ataque com mísseis contra Israel desde o cessar-fogo, levando as forças armadas israelenses a ativar seus sistemas de defesa aérea.

Os Houthis declararam que consideram todos os movimentos inimigos como alvos militares legítimos. Em resposta, o Irã disparou mísseis contra alvos israelenses, mas Trump reiterou que um acordo para encerrar a guerra ainda é viável.