Argentina em crise: protestos e paralisação ameaçam Milei! 🤯 CGT mobiliza contra reforma trabalhista e risco de novos confrontos. Saiba mais!
O governo argentino, liderado pelo presidente Javier Milei, emitiu um comunicado nesta quarta-feira (18), sinalizando uma postura firme diante dos protestos previstos para a quinta-feira (19) contra a recente proposta de reforma trabalhista. A medida, que visa reduzir os direitos dos trabalhadores, tem gerado forte reação por parte de centrais sindicais e organizações populares, que planejam uma paralisação dos transportes públicos em todo o país.
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O Ministério da Segurança, em sua orientação à imprensa, recomendou cautela, alertando para a necessidade de evitar áreas de conflito e enfatizando que as forças de segurança estarão atuando para garantir a ordem.
Jornalistas serão designados para permanecer em uma “zona exclusiva”, localizada em ruas laterais da praça em frente ao Parlamento, durante os eventos. A situação se agrava com o contexto de confrontos recentes, como os ocorridos no último dia 11, quando a polícia de Buenos Aires utilizou canhões de água e bombas de gás contra manifestantes próximos ao Congresso, durante a votação do projeto no Senado.
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A resposta dos manifestantes resultou em prisões de 30 pessoas. A paralisação convocada pela Confederação Geral do Trabalho (CGT), a maior central sindical da Argentina, busca, de fato, derrubar a medida.
Omar Maturano, secretário-geral do sindicato La Fraternidad, expressou preocupação com a redução do direito à greve, argumentando que essa medida não apenas elimina direitos, mas também limita a capacidade de luta por melhores condições de trabalho.
Ele destacou a importância de direitos como indenizações, cobertura de saúde e a possibilidade de pagar por produção, que estão sendo ameaçados pela reforma. Maturano também criticou o fim do direito de realizar assembleias nos locais de trabalho, considerando-o um “cadeado” para a liberdade de expressão.
O projeto de lei do governo Milei enfrenta forte oposição devido a diversas alterações que afetam os trabalhadores argentinos. A restrição de greves em setores considerados essenciais, que exige a participação de 50% a 75% dos serviços afetados, impacta diretamente o poder de mobilização dos sindicatos.
Além disso, a ampliação do período de experiência para até seis meses, com indenizações reduzidas, e o aumento da jornada de trabalho para até 12 horas por dia são pontos sensíveis. O governo justifica essas medidas como “flexibilização”, mas os críticos argumentam que elas representam um ataque aos direitos trabalhistas.
A disputa entre o governo de Javier Milei e os sindicatos argentinos se intensifica com a proposta de reforma trabalhista, gerando um cenário de tensão em Buenos Aires. A paralisação dos transportes públicos e os protestos planejados representam uma demonstração da força da mobilização sindical, enquanto o governo busca implementar suas políticas econômicas, mesmo diante da oposição.
Autor(a):
Ana Carolina é engenheira de software e jornalista especializada em tecnologia. Ela traduz conceitos complexos em conteúdos acessíveis e instigantes. Ana também cobre tendências em startups, inteligência artificial e segurança cibernética, unindo seu amor pela escrita e pelo mundo digital.