“Fascismo ultraneoliberal” assola América Latina! Painel em Porto Alegre alerta sobre políticas de Javier Milei e denúncias de repressão. Críticas de Luciana Genro e Israel Dutra!
Em Porto Alegre, no dia 26 de junho de 2026, representantes de diversas partes do mundo se reuniram para analisar a conjuntura política argentina sob o governo de Javier Milei. O evento, mediado pela deputada Luciana Genro (Psol), destacou a crescente preocupação com o que muitos consideram um “fascismo ultraneoliberal” em ascensão na América Latina.
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O Auditório do Hotel Embaixadador foi o palco para um painel que reuniu lideranças políticas, sindicais, estudantes e movimentos sociais, buscando articular uma resposta à extrema direita.
Diversas vozes se levantaram para criticar as políticas do governo Milei. O sociólogo e dirigente do Psol, Israel Dutra, enfatizou a importância da unidade construída no encontro, ressaltando a data comemorativa dos 30 mil desaparecidos durante a ditadura argentina como um marco de vitória para o campo popular.
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Silvia Saravia, representante do partido político argentino Libres del Sur, foi particularmente incisiva em sua crítica, denunciando a repressão a movimentos sociais, a criminalização de líderes populares e perseguições a grupos feministas. Saravia também apontou o alinhamento do governo com figuras como Donald Trump e Benjamin Netanyahu.
O economista Julio Gambina, da Attac CADTM, destacou que o avanço da extrema direita está inserido em um processo mais amplo de reestruturação do capitalismo em escala global. Ele alertou que o fenômeno Milei não é um evento isolado, mas sim o resultado do grande capital buscando disciplinar a população argentina.
A necessidade de avançar além do diagnóstico e definir estratégias para fortalecer a luta política também foi um tema central na discussão.
Pablo Sanseverino, do partido político argentino Unidad Popular, reforçou o compromisso com a unidade no campo popular, reiterando o compromisso assumido em Buenos Aires. Tomás Battaglino, representante da Federação Universitária Argentina, denunciou os ataques ao sistema universitário, incluindo cortes de financiamento e precarização das condições de trabalho docente.
Sergio García, do MST argentino, ressaltou a força recente das mobilizações populares, mencionando o ato de 24 de março, que marcou os 50 anos do golpe no país.
Juçara Dutra, educadora, resgatou experiências históricas de luta no continente, como a derrota da Alca, para destacar a necessidade de retomar essas experiências com novas estratégias e energia militante. A conferência, que se estenderá até o dia 29, busca consolidar propostas concretas e fortalecer redes de cooperação global, reafirmando a importância da unidade e da resistência contra o avanço da extrema direita e do neoliberalismo.
Autor(a):
Gabriel é economista e jornalista, trazendo análises claras sobre mercados financeiros, empreendedorismo e políticas econômicas. Sua habilidade de prever tendências e explicar dados complexos o torna referência para quem busca entender o mundo dos negócios.