Miguel Nicolelis alerta para ‘anestesia’ coletiva e defende prioridade à ciência no Brasil

Miguel Nicolelis defende que sociedade cobre prioridade à pesquisa e alerta que país fica para trás na corrida tecnológica sem investimento contínuo em ciência.

21/09/2026 22:12

3 min

O ex-governador e candidato à Presidência, Ronaldo Caiado (PSD)
O ex-governador e candidato à Presidência, Ronaldo Caiado (PSD)

Linha fina (descrição): Especialista critica falta de estímulo à ciência no Brasil e defende que população precisa sair da “anestesia” para valorizar pesquisas.

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O cientista brasileiro Miguel Nicolelis fez um alerta contundente sobre o futuro da pesquisa no Brasil. Para ele, o país vive um momento de “anestesia” coletiva e precisa retomar com urgência o valor dado à ciência. A declaração foi dada durante um evento na capital paulista, onde ele falou sobre os desafios e as saídas para o setor.

Nicolelis, que é um dos nomes mais respeitados da neurociência mundial, não poupou críticas ao atual cenário. Ele argumentou que a população precisa ser despertada para a importância do conhecimento científico no dia a dia. “Acho que é algo que a gente precisa tirar as pessoas dessa situação de anestesia e colocá – las para refletir sobre a pesquisa”, afirmou o cientista.

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O chamado para a mobilização social

Na visão do pesquisador, a saída para a crise na área não virá apenas de políticas públicas, mas de uma cobrança vinda da sociedade. Ele defendeu que a ciência brasileira precisa ser vista como prioridade de Estado, e não como um gasto que pode ser cortado a qualquer momento.

O cientista também lembrou que o desenvolvimento tecnológico e a soberania nacional dependem diretamente do investimento contínuo em laboratórios e na formação de novos talentos.

Durante o encontro, Nicolelis pontuou que outros países que avançaram economicamente nas últimas décadas fizeram justamente o caminho inverso: apostaram pesado em educação e em centros de pesquisa. Ele citou que o Brasil corre o risco de ficar para trás em um momento em que o mundo vive uma corrida tecnológica acelerada, principalmente nas áreas de inteligência artificial e biotecnologia.

O discurso do cientista ecoa entre pesquisadores que enfrentam dificuldades diárias para manter projetos de pé. A falta de verba e a descontinuidade de programas são problemas recorrentes apontados por ele e por outros nomes da comunidade acadêmica nacional.

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Urgência na retomada de investimentos

Nicolelis destacou que não há mais tempo a perder. Para ele, cada ano sem investimento maciço em ciência representa um atraso que dificilmente será recuperado no futuro. O cientista reforçou que a solução não é complexa, mas exige vontade política e uma mudança de mentalidade da própria população, que precisa enxergar a pesquisa como uma ferramenta de transformação social e econômica.

A mensagem final do cientista foi um pedido direto para que a sociedade saia da inércia. Ele acredita que, com a população mobilizada e ciente do papel do conhecimento, será possível pressionar por mudanças concretas e colocar a ciência brasileira novamente nos trilhos.

A declaração reforça o coro de especialistas que veem na educação o único caminho sustentável para o desenvolvimento do país.

Marcos Oliveira é um veterano na cobertura política, com mais de 15 anos de atuação em veículos renomados. Formado pela Universidade de Brasília, ele se especializou em análise política e jornalismo investigativo. Marcos é reconhecido por suas reportagens incisivas e comprometidas com a verdade.

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