Microsoft fecha contrato significativo de remoção de carbono
A Microsoft anunciou um dos maiores contratos globais de remoção de carbono do solo, firmando um acordo de 12 anos para a aquisição de 2,85 milhões de créditos de carbono da Indigo Carbon, uma divisão da Indigo Ag. Os créditos serão gerados por práticas de agricultura regenerativa implementadas por milhares de agricultores nos Estados Unidos.
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O comunicado foi feito na quinta-feira (15) e marca o terceiro acordo entre as duas empresas.
Em 2024, a Microsoft já havia adquirido 40 mil toneladas de créditos de carbono da Indigo, e em 2025, mais 60 mil toneladas. O novo contrato representa uma ampliação significativa da parceria e reforça a meta da Microsoft de se tornar carbono negativa até 2030.
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A agricultura regenerativa como solução climática
Segundo a Indigo, este acordo está entre os maiores do setor de remoção de carbono do solo e destaca a agricultura regenerativa como uma solução climática de longo prazo. As práticas envolvem técnicas como plantio direto, rotação de culturas e manutenção de cobertura vegetal, que contribuem para aumentar o teor de carbono no solo.
Estimativas da empresa indicam que esse modelo pode remover mais de 3,5 gigatoneladas de CO₂ equivalente anualmente, além de melhorar a saúde do solo, aumentar a produtividade agrícola e promover a retenção de água. Meredith Reisfield, diretora sênior de Políticas, Parcerias e Impacto da Indigo, destacou que a aquisição evidencia o papel transformador da agricultura regenerativa no combate às mudanças climáticas.
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Resultados e impacto da parceria
Desde 2018, a Indigo estima ter economizado cerca de 64 bilhões de galões de água e gerado quase 1 milhão de toneladas de créditos de carbono. Atualmente, a empresa colabora com produtores em 3,24 milhões de hectares nos Estados Unidos, repassando aproximadamente US$ 40 milhões diretamente aos agricultores envolvidos em seus programas.
Phillip Goodman, Diretor de Remoção de Carbono da Microsoft, expressou satisfação com a abordagem da Indigo, que oferece resultados mensuráveis por meio de créditos verificados e pagamentos aos produtores. Este acordo é um dos primeiros no setor de carbono do solo a incluir créditos aprovados segundo os Core Carbon Principles do Integrity Council for the Voluntary Carbon Market (ICVCM).
